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Quarenta e dois feminicídios

Quarenta e dois feminicídios

Em um debate esta semana na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, falei sobre a reforma tributária e seus impactos nos municípios. Mas, antes de abordar números, leis e arrecadação, senti a necessidade de falar sobre algo que não tem preço: a vida.

 

A caminho da Câmara, recebi a notícia de mais um feminicídio em Mato Grosso. Mais uma mulher. Mais uma vida interrompida. Mais uma família marcada pela violência.

 

Como filho, irmão, marido e pai de uma menina, não poderia me calar.

 

Não basta criar leis. É preciso garantir que sejam cumpridas. É preciso prevenir, proteger, acolher e punir.

Em pleno Outubro Rosa, quando reforçamos a importância do cuidado com a saúde da mulher, somos confrontados com uma realidade dolorosa: muitas mulheres ainda precisam lutar pelo direito mais básico de todos, o de permanecer vivas.

 

E nós, homens, precisamos assumir nossa responsabilidade nessa luta. Não podemos ser espectadores. Precisamos combater a violência, romper o silêncio e ensinar, pelo exemplo, que respeito não é uma escolha, é um dever.

 

O que mais me preocupa é perceber que notícias como essa estão se tornando rotina. E uma sociedade que se acostuma com a violência corre o risco de perder a capacidade de se indignar.

 

Que nunca nos falte indignação. Que nunca nos falte humanidade. E que nunca nos falte coragem para agir.

 

Minha solidariedade às famílias das vítimas e meu respeito a todos que trabalham diariamente para proteger a vida das mulheres.

 

BASTA DE FEMINICÍDIO!

 

Pedro Paulo Peixoto é advogado em Cuiabá, especialista de Direito Tributário e professor Universitário.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews.

 

Redação / Foto: reprodução