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CORPO CARBONIZADO: “Tribunal do crime” autoriza estrangulamento de homem no interior de MT

CORPO CARBONIZADO: “Tribunal do crime” autoriza estrangulamento de homem no interior de MT

Três homens são suspeitos de estrangular e matar Rafael Ferreira Gonçalves, de 33 anos, em Nova Nazaré, Mato Grosso, segundo o delegado Danilo Barbosa. O crime teria ocorrido no contexto de um “tribunal do crime”, onde a vítima foi julgada e sentenciada por um grupo criminoso. Conforme as investigações, o corpo de Rafael foi ocultado em uma área de mata fechada, que mais tarde foi consumida por um incêndio, resultando na carbonização dos restos mortais.

 

A Polícia Civil encontrou o que pode ser a ossada da vítima durante a Operação Revelare, deflagrada na última quarta-feira (7). A identificação oficial ainda depende de exames da Polícia Técnico–Científica (Politec). A investigação começou após familiares registrarem o desaparecimento de Rafael, que havia viajado para Nova Nazaré a trabalho, atuando com refrigeração comercial e instalação de ar-condicionado.

 

O histórico da vítima revelou envolvimento com entorpecentes e o relato de sua suposta afiliação a uma facção criminosa. A informação teria chegado a membros de um grupo rival atuante na região, desencadeando os eventos do crime. Conforme os dados apurados, Rafael foi levado a uma casa e submetido ao julgamento no suposto “tribunal do crime”. De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, três suspeitos teriam estrangulado a vítima utilizando um cobertor. Após a execução, o corpo foi escondido em uma região rural isolada, posteriormente atingida por um incêndio.

 

Já na quarta-feira (7), a Operação Revelare cumpriu dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão no município. Além disso, quatro pessoas foram presas: um jovem de 19 anos e uma mulher de 36 anos em cumprimento às ordens judiciais, além de dois homens, de 27 e 49 anos, autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Entre os detidos, um dos suspeitos confessou envolvimento no assassinato e detalhou a dinâmica do crime, embora tenha negado participação na ocultação do cadáver.

 

Um terceiro mandado de prisão segue pendente, já que um dos investigados não foi localizado e é considerado foragido. As buscas pelo suspeito continuam. O delegado Danilo Barbosa ressaltou que todos os envolvidos são membros de uma facção criminosa com histórico de delitos. O caso permanece sob investigação para identificar a possível conexão entre os suspeitos e outros crimes na região.

 

Redação JA / Foto: reprodução