Apesar do desgaste político gerado pela investigação da Polícia Federal e da repercussão que a mudança naturalmente provocou no cenário, o governador Otaviano Pivetta reiterou que a decisão se insere no alinhamento interno do partido e da base. Ele afirmou que não há ruptura com os aliados, descartou a possibilidade de racha no grupo e declarou manter a postura otimista em relação à campanha à reeleição.
Em coletiva nesta terça-feira, Pivetta destacou que, até o momento, não enxerga fundamento para falar em dano direto à campanha e sustentou que a oposição buscou explorar o tema no debate público, sem que se conheça a dimensão real dos fatos: “Eu continuo confiando no meu grupo.”
O governador também reafirmou as indicações estratégicas para o Senado, citando como principais nomes Mauro Mendes e, em seguida, Margareth Buzetti, com a orientação de que o grupo seguirá unido para vencer as eleições. Segundo ele, o projeto de gestão e de obras implementado no Mato Grosso permanece como eixo central, com proposta de aperfeiçoamento contínuo do modelo.
Pivetta ressaltou ainda que a transição ocorreu sem conflito: “Não teve briga. Em nenhum momento ninguém levantou a voz… houve um esforço de todos os partidos da base, de todas as lideranças.”
Por fim, ele caracterizou a saída do deputado Fábio Garcia como uma deliberação tranquila e politicamente orientada, descrita como um ajuste tático dentro do projeto partidário: “É uma decisão serena do Fábio também. É um momento de dar um passo atrás para percorrer o mesmo caminho, com os mesmos objetivos.”