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Investigados pelo crime do advogado Zampierri passam a responder formalmente na justiça de MT

Investigados pelo crime do advogado Zampierri passam a responder formalmente na justiça de MT

A Excelentíssima Juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, titular da 12ª Vara Criminal da Capital, acolheu, na data de sexta-feira (12), a denúncia apresentada em face de nove pessoas investigadas pela prática do crime de homicídio do advogado Roberto Zampieri, falecido em 5 de dezembro de 2023, no Município de Cuiabá/MT.

Diante do acolhimento, os denunciados passam a responder formalmente perante o Poder Judiciário pelos delitos imputados, dentre os quais se destacam homicídio qualificado e participação em organização criminosa.

Segundo apurado no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Civil, sustenta-se que a morte teria decorrido de ação perpetrada por grupo organizado, com estrutura e divisão de tarefas, voltado à execução de demandas criminosas mediante “encomenda”.

No rol dos denunciados figuram, ainda, Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados, conforme as investigações, como supostos mandantes do delito. Também foram incluídos outros investigados, imputando-se-lhes funções relacionadas à intermediação, execução e suporte logístico ao empreendimento criminoso.

Consta, ademais, que as diligências voltadas à apuração do homicídio teriam revelado, ainda que em tese, a existência de esquema de recebimento de vantagens indevidas (propina), investigado a partir de elementos obtidos mediante extração de dados realizada pela Polícia Federal (PF) a partir do aparelho celular do advogado. Foram também noticiados, no curso das apurações, indícios de suposto esquema de “venda de sentenças” no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT).

Por outro lado, os pedidos de prisão formulados em relação a Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater foram indeferidos. Permanecerão, assim, no cumprimento de medidas cautelares, tais como o uso de tornozeleira eletrônica, restrição de contato e limitação de deslocamento.

A decisão judicial determinou, ainda, a citação de todos os denunciados para que, querendo, apresentem suas defesas, bem como autorizou o levantamento do sigilo que eventualmente recaia sobre o feito.

A denúncia foi subscrita pelos Promotores de Justiça Samuel Frungilo, Elide Manzini de Campos, Vinicius Gahyva Martins e Rodrigo Ribeiro Domingues.

 

Redação JA / Foto: reprodução

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