Mauro Mendes declara que Wellington Fagundes (PL) não apresenta perfil para administrar Mato Grosso
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) declarou que o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), não apresenta perfil para administrar Mato Grosso. Mendes afirmou ainda que defende a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Nos últimos dias, Wellington tem feito críticas à gestão de Mauro Mendes e ao governo de Pivetta, sobretudo em relação a obras rodoviárias e a outros investimentos executados com recursos públicos no Estado.
Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (12), Mauro Mendes afirmou que o senador teria se pronunciado sem domínio técnico do tema. Segundo ele, Wellington demonstraria falta de preparo para o exercício de uma função considerada essencial para a condução da administração pública estadual: “Ele mostra isso o tempo todo, falando coisas com desconhecimento de causa completa, evidenciando falta de habilidade para o desempenho de um cargo tão importante, que é governar Mato Grosso”, declarou.
Mauro Mendes também disse que já teria tratado diretamente do assunto com Wellington: “Ele não tem esse perfil. Eu já falei isso para ele pessoalmente: Wellington, por que você vai abandonar o mandato no meio? Você tem perfil de legislativo”, acrescentou.
Como exemplo, o ex-governador apontou que o senador teria concorrido à prefeitura de Rondonópolis — sua principal base eleitoral — e não teria obtido êxito. “Ele foi duas vezes candidato a prefeito em Rondonópolis e perdeu”, afirmou.
Durante a entrevista, Mendes sustentou ainda que as críticas recentes feitas por Wellington à atuação dele e à do governo atual, inclusive relativas à construção do espaço multieventos Parque Novo Mato Grosso, refletiriam insuficiência de conhecimento sobre a gestão pública.
Críticas e respostas
Mauro Mendes afirmou que a troca de críticas no contexto político é legítima e pode contribuir para o debate democrático. “Mas a crítica, se ela é saudável, é bem-vinda para mim e para qualquer um. A democracia exige isso de todos nós que estamos no mundo público”, disse.
Por outro lado, ressaltou que, durante o período eleitoral, eventuais alegações sem fundamento — incluindo “mentiras” — serão rebatidas por ele. “Agora, se falar bobagem, se falar mentira, se falar besteira, vai ter resposta, com certeza”, concluiu.
Redação JA / Foto; reprodução

