DHPP, conclui inquérito da morte da advogada em Cuiabá, “não foram encontrados elementos que indicassem participação de terceiros no caso”
A Polícia Civil concluiu o inquérito policial instaurado para apurar a morte da advogada Viviane de Souza Fidélis, de 30 anos, ocorrida em Cuiabá e encontrada sem vida no dia 18 de setembro de 2025, em seu apartamento.
Consoante os elementos coligidos no procedimento investigativo, conduzido no âmbito da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não foram identificados indicativos de participação de terceiros na morte da vítima.
A autoridade policial consignou, ainda, que o procedimento foi encerrado no início do corrente mês, com o entendimento pela “autoeliminação da vítima”, caracterização esta que, segundo a Polícia Civil, corresponde à hipótese de suicídio.
Os autos do inquérito foram remetidos ao Ministério Público Estadual (MPE) em 4 de maio, cabendo ao órgão ministerial examinar o procedimento e se manifestar quanto à adoção de medidas cabíveis, inclusive quanto à possibilidade de arquivamento.
Durante a apuração, foram realizadas oitivas de testemunhas, perícia no local dos fatos, com levantamentos complementares, além de análise do aparelho celular da vítima e outras diligências investigativas consideradas pertinentes.
Em nota oficial, a Polícia Civil registrou que, ao longo da investigação, “não se apurou qualquer dado que comprove que a morte da vítima ocorreu por ação de terceiro”.
Divergências familiares
Após a comunicação inicial relativa à hipótese de suicídio, familiares manifestaram inconformismo com a conclusão adotada, sustentando a existência de possíveis inconsistências na perícia realizada no apartamento onde Viviane foi encontrada.
A mãe da vítima, Sheyla Regina Barros de Souza, declarou que a família passou a questionar a hipótese inicialmente estabelecida em razão de alegados equívocos nos procedimentos periciais, tendo, inclusive, buscado mobilização pública para cobrar maior aprofundamento investigativo.
Segundo a família, exames considerados essenciais não teriam sido realizados, citando, entre outros, coleta de impressões digitais, exame ungueal e análise de objetos localizados na cena.
Registra-se, ainda, que o Ministério Público teria acolhido pedido formulado pela família no sentido de viabilizar a realização de nova necropsia, acompanhada por perito indicado pelos familiares.
Contexto do caso
Viviane foi encontrada morta em 18 de setembro de 2025, no interior do banheiro do apartamento em que residia, em Cuiabá.
Conforme consta no boletim de ocorrência, a vítima apresentava cinto tracionado no pescoço, com outra extremidade amarrada à maçaneta da porta. No relato prestado à Polícia, o namorado da advogada afirmou que o casal atravessava um período de término, sustentando que a vítima não teria aceitado o término do relacionamento, apontando tal circunstância como possível elemento motivador.
Relata-se, ademais, que uma vizinha informou ter sido acionada pelo namorado para verificar o estado de Viviane. Com a senha do imóvel repassada por ele, a vizinha ingressou no apartamento e localizou a vítima no banheiro. Segundo depoimentos, após a entrada no local, o namorado teria movimentado o corpo, circunstância que foi destacada pela família como fator de preocupação.
A família também afirma que o relacionamento do casal era marcado por ciúmes e discussões.
Redação JA / Foto: reprodução

