Ex-secretário de educação desmente Abilio,que a pasta teria enfrentado problemas financeiros que resultaram em atrasos com fornecedores
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), declarou que o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, teria tomado “decisões equivocadas” ao efetuar, no início do ano, o pagamento de cerca de R$ 21 milhões referente a um contrato para a aquisição de livros didáticos.
Segundo o prefeito, a transação ocorreu em um contexto considerado “caótico”, marcado por dificuldades de quitação de compromissos da área educacional. Ele afirmou que, além do pagamento citado, havia também a necessidade de cumprir obrigações com fornecedores, incluindo empreiteiras, materiais de limpeza e demandas relacionadas à alimentação.
Abílio disse ainda que se sentiu “muito irritado” com a situação, mencionando que o ex-secretário teria seguido viagem para a Espanha pouco depois de assumir a pasta, enquanto a prefeitura enfrentava desafios para reorganizar a rede e garantir o retorno às aulas.
As falas foram feitas em meio às repercussões de suspeitas de irregularidades na compra de livros didáticos, cuja movimentação total ultrapassaria R$ 80 milhões. O prefeito afirmou ter comunicado as denúncias a autoridades policiais e a órgãos de controle.
De acordo com Abílio, as investigações levantam hipóteses como uso de conteúdo produzido por inteligência artificial, possível sobrepreço e aquisições acima do necessário. Ele ressaltou que, do montante estimado, teria sido pago o valor de R$ 21 milhões mencionado.
O ex-secretário, por sua vez, afirmou à imprensa nesta quinta-feira que as aquisições da Secretaria de Educação seguiram os procedimentos legais previstos na administração municipal, com análise da Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos (Saelc) e da Procuradoria-Geral do Município. Ele também negou a existência de contrato de R$ 80 milhões e disse que nenhuma compra seria feita exclusivamente pela Secretaria de Educação.
Ainda segundo Monge, a pasta teria enfrentado problemas financeiros que resultaram em atrasos com fornecedores, bloqueios de veículos e dificuldades operacionais na rede municipal.
Redação JA / Foto: reprodução

