Rumores sobre possível tratado do visto E-2 entre Brasil e EUA reacendem interesse de investidores brasileiros

Rumores sobre possível tratado do visto E-2 entre Brasil e EUA reacendem interesse de investidores brasileiros

Estados Unidos, maio de 2026 – As recentes especulações sobre um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos para inclusão dos brasileiros no programa do visto E-2 voltaram a ganhar força após encontros diplomáticos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas envolvendo comércio internacional, tarifas econômicas e cooperação bilateral despertaram atenção entre empresários e investidores brasileiros interessados em oportunidades de imigração e expansão de negócios no mercado norte-americano.
Apesar da repercussão nas redes sociais e no setor de imigração internacional, até o momento não existe qualquer confirmação oficial de que Brasil e Estados Unidos estejam negociando um tratado para adesão do país ao visto E-2. Ainda assim, o debate reforça um cenário já consolidado: o crescimento contínuo do interesse de brasileiros por soluções migratórias ligadas a investimentos e empreendedorismo nos EUA.
O visto E-2 é uma categoria destinada a investidores de países que possuem tratados comerciais específicos com os Estados Unidos. Ele permite que cidadãos desses países entrem e trabalhem legalmente no território americano a partir de um investimento substancial em um negócio norte-americano. A modalidade é amplamente utilizada por empreendedores, investidores em franquias, fundadores de startups, empresários internacionais e executivos que desejam expandir operações para os EUA.
Entre os principais benefícios do E-2 estão a possibilidade de morar e trabalhar nos Estados Unidos, autorização de trabalho para cônjuges, acesso dos filhos ao sistema educacional americano e possibilidade de renovação contínua do visto, desde que a empresa permaneça ativa e em conformidade com as exigências legais.
No entanto, o Brasil atualmente não integra a lista de países elegíveis para o programa, justamente por não possuir um tratado bilateral E-2 com os Estados Unidos. Isso faz com que cidadãos brasileiros não possam solicitar diretamente o visto apenas com base na nacionalidade brasileira.
Segundo Luciane Tavares, embora a possibilidade de um futuro acordo seja vista com interesse pelo mercado, ainda não há qualquer sinalização concreta das autoridades americanas ou brasileiras sobre uma negociação em andamento.
“Existe um interesse crescente dos investidores brasileiros em estruturar negócios nos Estados Unidos, principalmente nos setores de tecnologia, franquias, saúde, hotelaria e mercado imobiliário. O debate sobre um possível tratado E-2 entre Brasil e EUA ganhou força recentemente, mas é importante destacar que, neste momento, não há anúncio oficial sobre qualquer negociação formal envolvendo essa categoria de visto”, afirma.

A especialista explica que a criação de um tratado E-2 envolve processos diplomáticos complexos e depende de fatores econômicos, políticos e estratégicos muito mais amplos do que apenas a demanda migratória.
“Tratados migratórios desse tipo exigem alinhamento econômico entre os países e negociações de longo prazo. Por isso, investidores brasileiros devem evitar tomar decisões baseadas em rumores ou especulações online. O ideal é focar nas opções legais e estruturadas que já existem atualmente dentro da legislação imigratória americana”, destaca Luciane.
Mesmo sem um tratado direto com o Brasil, empresários brasileiros continuam encontrando caminhos viáveis para investir e imigrar legalmente para os Estados Unidos. Uma das estratégias mais utilizadas atualmente é a obtenção do visto E-2 por meio de dupla cidadania. Muitos brasileiros possuem nacionalidade europeia por descendência — especialmente italiana, portuguesa ou espanhola — o que pode permitir acesso ao programa.
Outra alternativa bastante procurada envolve programas de cidadania por investimento em países que possuem tratado E-2 com os EUA, como Granada, no Caribe. Além disso, existem modalidades como o visto EB-5, voltado para investidores que buscam residência permanente, e o visto L-1, direcionado a empresários e executivos que desejam abrir ou transferir operações para os Estados Unidos.
De acordo com Luciane Tavares, cada estratégia exige análise jurídica, tributária e empresarial personalizada.

“Planejamento imigratório não deve ser tratado apenas como um processo burocrático. É uma decisão estratégica que envolve estrutura societária, origem de recursos, objetivos familiares, expansão empresarial e compliance internacional. Cada caso precisa ser avaliado individualmente para garantir segurança e sustentabilidade no longo prazo”, explica.
O fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos continua alimentando expectativas sobre uma possível ampliação futura das oportunidades migratórias para investidores brasileiros. Ainda assim, especialistas reforçam que o cenário atual já oferece alternativas sólidas para empresários que desejam internacionalizar seus negócios e construir presença no mercado americano.
American Immigration Associates atua no atendimento de investidores, empresários, executivos e famílias que buscam soluções estratégicas de imigração para os Estados Unidos, oferecendo suporte jurídico especializado em diferentes categorias de vistos e planejamento internacional.

 

Da assessoria

Jornal Advogado