Como senador, WF destinou R$ 6,5 milhões em emendas a SP
O candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) destinou pelo menos R$ 6,5 milhões de suas emendas como senador para o setor de Saúde em São Paulo. A decisão causa curiosidade, já que os mesmos recursos poderiam ser destinados à Saúde de Mato Grosso.
A maior parte dos recursos, R$ 6 milhões, foi destinada ao Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa da Medicina Hiperbárica (IBEPMH).
O recurso foi executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com início do empenho em janeiro deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para financiar uma pesquisa sobre o uso de oxigenoterapia hiperbárica no tratamento de lesões nos pés de pacientes diabéticos.
O Termo de Fomento foi assinado em dezembro de 2025 e tem vigência até 29 de agosto de 2027.
Além desse recurso, em junho deste ano, o senador destinou outros R$ 500 mil ao Fundo Estadual de Saúde de São Paulo, para custeio da assistência hospitalar e ambulatorial.
Rede Sarah em BH
O Portal Transparência do Governo Federal ainda mostra que o senador, que é candidato ao Governo do Estado, também destinou R$ 300 mil à Associação das Pioneiras Sociais (APS), responsável pela Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação.
O empenho ocorreu em março deste ano e o pagamento foi realizado em junho. A Rede Sarah é pública e especializada em reabilitação neurológica e ortopédica, com nove unidades espalhadas pelo país. Não há hospital da rede em Mato Grosso.
Outro lado
Por meio de nota, o senador afirmou que o investimento de R$ 6,5 milhões em ciência “representa uma oportunidade de desenvolver tratamentos mais eficazes, melhorar a qualidade de vida dos pacientes com diabetes e evitar até amputações”.
Quanto a destinação a Rede Sarah, o candidato ao Governo afirmou que “há anos vem buscando destinar recursos à Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, com o objetivo de contribuir para a manutenção e a ampliação dos atendimentos especializados à população de Mato Grosso”.
Veja nota na íntegra:
“Destinei esse recurso porque estamos falando de um problema de saúde que atinge milhões de brasileiros e que pode levar a consequências muito graves.
O Ministério da Saúde aponta que 12,9% dos adultos das capitais brasileiras declararam ter diagnóstico de diabetes em 2024, uma proporção que mais que dobrou desde 2006. Em Mato Grosso, a dimensão desse desafio também é concreta: a rede estadual fornece insulina para cerca de 7 mil pacientes com diabetes tipos 1 e 2.
Uma das complicações mais graves é o chamado pé diabético, que pode provocar feridas de difícil cicatrização, infecções, internações e, nos casos mais graves, amputações.
É justamente aí que entra a pesquisa que estamos apoiando. O objetivo é produzir evidências científicas sobre a segurança e a eficácia da oxigenoterapia hiperbárica e se ela pode acelerar a cicatrização, reduzir internações e, principalmente, evitar amputações. O estudo reúne pesquisadores da USP, Unifesp, UFMG e do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), fortalecendo a qualidade e a abrangência científica do trabalho.
Quando destinamos recursos para ciência, não estamos financiando apenas uma pesquisa. Estamos investindo na possibilidade de encontrar tratamentos mais eficazes, reduzir o sofrimento dos pacientes e melhorar a qualidade de vida de milhares de famílias. Se os resultados forem positivos, esse conhecimento poderá contribuir para aperfeiçoar a assistência aos pacientes com pé diabético em todo o país”.
Veja dados do Portal Transparência:




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