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Preso em Cuiabá coronel foragido, condenado a 8 anos, acusado de desvio de combustível da PM

Preso em Cuiabá coronel foragido, condenado a 8 anos, acusado de desvio de combustível da PM

O tenente-coronel Ardonil Manoel Gonzalez Junior, ex-comandante da Polícia Militar de Pontes e Lacerda, que permanecia foragido há aproximadamente um ano e meio, foi preso na terça-feira (22), na cidade de Cuiabá.

Conforme apurado, o militar havia sido condenado a 8 (oito) anos, 1 (um) mês e 6 (seis) dias de reclusão, em razão da prática dos crimes de peculato e corrupção passiva, relacionados ao alegado desvio de combustível destinado ao abastecimento das viaturas da corporação.

O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Interestadual (Polinter). Após a captura, Ardonil foi conduzido à unidade policial competente e, em seguida, ao Juízo responsável, onde foram observados os procedimentos de praxe.

A condenação decorreu, em síntese, da apuração de que o acusado teria promovido desvio de combustíveis e procedido à adulteração dos hodômetros dos veículos oficiais, com o objetivo de registrar consumo superior ao efetivamente verificado. Ainda, constou na imputação a utilização de bens públicos, como armamentos e viaturas, em proveito próprio.

A sentença foi proferida pelo Conselho Especial da Justiça Militar em abril de 2023. Na ocasião, a pena foi inicialmente fixada em 9 (nove) anos de prisão, em regime fechado, com posterior remessa dos autos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, para análise quanto à possível exclusão da Polícia Militar ou cassação da aposentadoria.

Em razão de recurso defensivo, houve acolhimento parcial, com readequação da pena-base, passando a reprimenda definitiva para 8 (oito) anos, 1 (um) mês e 6 (seis) dias, permanecendo o regime inicial fechado e mantidos os demais termos da decisão.

Em decisão datada de março de 2025, o juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, determinou a expedição do mandado de prisão, com o encaminhamento do respectivo documento à Polinter e ao Comando da Polícia Militar, para efetivação da captura.

Após a prisão, foi determinado o início do cumprimento/execução da pena.

 

Redação JA / Foto: reprodução