Pivetta conduziu ataques diretos ao candidato” Wellington Fagundes (PL), ele representa modelo de Senado algemado e covarde”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, conduziu ataques diretos ao também candidato Wellington Fagundes (PL), mirando sua atuação parlamentar no Senado Federal. Em críticas ásperas, Pivetta acusou o adversário de representar um “Senado algemado” e “covarde”, em referência ao que considera omissão diante de temas centrais da agenda política nacional.
Durante entrevista concedida na noite de segunda-feira (7), em meio ao desfile da Independência do Brasil, em Cuiabá, o governador afirmou que Wellington Fagundes, no cargo há 12 anos, não teria cumprido o papel constitucional e político de priorizar interesses do país, em vez de permanecer voltado a disputas menores e interesses particulares. Segundo Pivetta, o senador teria se omitido especialmente em pautas relacionadas ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Esse cara nunca cumpriu com a obrigação dele como parlamentar. Sempre esteve lá no Senado cuidando de interesses pequenos, miúdos. Querendo indicar diretor do Dnit, ministro, lotear governo, fazer negócios…”, disparou.
Na sequência, reforçou a ofensiva ao enquadrar Wellington Fagundes como símbolo do que chamou de passividade institucional: “Ele representa esse modelo de Senado algemado, covarde. É o representante legítimo desse Senado.”
Além das acusações, Pivetta também avaliou que o Senado vem se omitindo diante da crise de imagem envolvendo o STF. O governador declarou confiança nas instituições, mas sustentou que defende as prerrogativas constitucionais do Congresso para tratar de ministros da Corte.
“Eu acredito nas instituições e o STF é um dos tripés da democracia. Dentro do STF tem membros que podem ser retirados de lá e isso só depende do Senado Federal, de mais ninguém. De 81 homens e mulheres que estão colocados pelo povo. Se eles quiserem tirar todos os 11, eles tiram. E se quiserem deixar, eles deixam”, concluiu.
Conforme a Constituição Federal, apenas senadores têm atribuição para abrir procedimento contra ministros do STF para apurar crime de responsabilidade e, ao final, decidir sobre a perda ou manutenção do cargo.
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