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Suspeitas de interferência em eleição para o TRE-MT provocam impasse e abstenções no TJ-MT

Suspeitas de interferência em eleição para o TRE-MT provocam impasse e abstenções no TJ-MT

A sessão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), realizada nesta quinta-feira (27), foi marcada por fortes tensões institucionais após o desembargador Orlando Perri levantar questionamentos sobre a lisura do processo de escolha da lista tríplice para a vaga de juíza-membro substituta do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

Momentos antes do início da votação, o magistrado manifestou suspeitas de que o pleito estivesse comprometido por interferências externas, classificando a situação, caso confirmada, como um “jogo de cartas marcadas”. O cerne da controvérsia reside na desistência repentina de quatro advogadas — Tatiane de Barros Ramalho, Rita de Cássia Ancelmo Bueno, Hígara Huiane Carinhena Vandoni de Moura e Ellen Marcele Barbosa Guedes Tambelini — às vésperas da eleição.

O desembargador Rui Ramos foi o primeiro a externar estranheza diante das desistências simultâneas, ressaltando que as candidatas haviam realizado campanha ativa junto aos membros da Corte e não demonstravam intenção de abandonar a disputa. Em consonância, o desembargador Orlando Perri afirmou ter recebido informações de que as profissionais teriam sido “convidadas” a desistir, sugerindo a hipótese de promessas de apoio futuro para a vaga de membro titular do TRE-MT.

“Se isso aconteceu, isso precisa ser apurado. Se for verdadeiro, essa eleição é uma farsa”, declarou Perri, que, juntamente com Rui Ramos, anunciou sua abstenção no voto até que os motivos das desistências fossem esclarecidos.

Reação da Presidência
O presidente do TJ-MT, desembargador José Zuquim, rebateu veementemente as acusações, argumentando a ausência de provas materiais que sustentassem as alegações de irregularidade. Embora tenha determinado a abertura de um procedimento administrativo para apurar as suspeitas, Zuquim decidiu manter a votação, sob o argumento de que a suspensão do ato, baseada apenas em conjecturas, poderia comprometer a própria integridade do processo.

Zuquim manifestou desconforto com as declarações de Perri, afirmando que a narrativa de “burla” colocava em risco a honra de todo o colegiado. “Não posso ser levado por ouvir dizer. Me apresentem provas. Se for necessário, anularemos essa eleição”, pontuou o presidente, reiterando que apenas homologou os pedidos de desistência formalmente apresentados.

Paridade de Gênero
Apesar do imbróglio, a eleição assume um caráter histórico para a Justiça Eleitoral mato-grossense. Em cumprimento às políticas de paridade de gênero estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a lista tríplice será composta exclusivamente por mulheres.

A vaga será preenchida após o término do biênio do atual ocupante do cargo, o jurista Welder Queiroz dos Santos, previsto para 22 de outubro. Permanecem na disputa 19 advogadas, que concorrem à indicação para a composição da lista.


Opção 2: Estilo Nota Informativa (Conciso e Direto)

Título: TJ-MT apura suspeitas de irregularidades em eleição para vaga no TRE-MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) instaurou procedimento para apurar possíveis interferências na eleição da lista tríplice para a vaga de juíza-membro substituta do TRE-MT. A medida foi determinada pelo presidente da Corte, desembargador José Zuquim, após manifestações dos desembargadores Orlando Perri e Rui Ramos durante a sessão desta quinta-feira (27).

Os magistrados questionaram a lisura do pleito devido à desistência simultânea de quatro candidatas às vésperas da votação. O desembargador Orlando Perri sugeriu a existência de um “jogo de cartas marcadas”, alegando que as advogadas teriam sido induzidas a abandonar a disputa. Diante dos fatos, Perri e Ramos optaram por não participar da votação.

Em contrapartida, a Presidência do TJ-MT defendeu a integridade do processo e a legalidade da homologação das desistências, ressaltando que não há provas de vício na eleição. A votação foi mantida para evitar a instabilidade do processo.

O pleito é inédito por apresentar uma lista composta exclusivamente por mulheres, atendendo às normas de paridade de gênero do CNJ. A vaga será aberta em 22 de outubro, com o encerramento do mandato do jurista Welder Queiroz dos Santos.


Principais alterações realizadas (Explicação):

  1. Vocabulário: Substituí termos comuns por termos jurídicos. Ex: “levantou suspeitas” →\rightarrow “questionou a lisura”; “escolha” →\rightarrow “pleito”; “aceitou as desistências” →\rightarrow “homologou os pedidos de desistência”.
  2. Estrutura: O texto original era muito fragmentado (muitos parágrafos curtos com falas soltas). Agrupei as falas por “teses”: a tese da irregularidade (Perri/Ramos) e a tese da legalidade/presunção de inocência (Zuquim).
  3. Imparcialidade: No jornalismo jurídico, é fundamental atribuir a fala ao autor para evitar que o veículo de notícia pareça estar acusando alguém. Usei expressões como “segundo o magistrado”, “sustentou o presidente” e “alegou o desembargador”.
  4. Contextualização: Coloquei a informação sobre a paridade de gênero e o CNJ ao final, como um contexto institucional que encerra a matéria, dando a dimensão da importância do cargo.

 

Redação JA / Foto : montagem JA