Vereador Rios de Várzea Grande, faz graves denúncias contra presidente da Câmara Municipal
O vereador Bruno Rios (PL) levantou acusações contra o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), alegando que este teria utilizado a possibilidade de uma eventual cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) como estratégia para angariar apoio à sua candidatura à presidência do Legislativo.
A situação ganhou contornos distintos após a renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli, em março, quando Wanderley assumiu a posição de primeiro na linha de sucessão da prefeita em caso de afastamento. Segundo Rios, o parlamentar teria propagado entre os vereadores a narrativa de que Flávia seria cassada pela Justiça Eleitoral, além de já planejar a ocupação de espaços administrativos na Prefeitura.
As supostas articulações ocorreram às vésperas da eleição da Mesa Diretora, realizada em maio. Conforme relatado por Rios, previamente à votação, Wanderley teria mencionado o julgamento de Flávia Moretti pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) como certo e utilizado tal expectativa para consolidar sua base de apoio político no Legislativo.
Contudo, o pedido de afastamento da prefeita acabou sendo rejeitado pelo TRE-MT, que concluiu não haver provas suficientes para justificar a cassação. Diante desse desfecho inesperado, alegou Rios, o presidente da Câmara reuniu-se com outros vereadores em uma chácara para evitar que aliados reconsiderassem seus votos antes da eleição para a Mesa Diretora.
Rios também discutiu a alegação de que o encontro na chácara teria se tratado de uma celebração, refutando tal justificativa com ponderações sobre sua natureza e duração. Wanderley venceu a disputa pela presidência por um placar apertado de 12 votos contra 11 no dia 14 de maio. As declarações do parlamentar foram dadas no contexto da Operação Cathedra Venalis, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A operação investiga possíveis irregularidades relacionadas à eleição da presidência da Câmara, incluindo compra e venda de votos e troca de apoio político por benefícios indevidos. Mandados de busca e apreensão foram realizados na terça-feira (20), tendo como alvos Wanderley Cerqueira e outros legisladores.
Para Rios, esses acontecimentos refletem práticas de caráter arcaico e prejudiciais à gestão pública. Ele criticou a conduta do presidente da Câmara ao alegar que suas ações têm atrapalhado o progresso administrativo da cidade e dificultado o trabalho dos vereadores comprometidos com o desenvolvimento local.
Redação JA / Foto: reprodução vídeo


