Assassino do advogado Renato Nery confessa crime com arma alugada de faccionado
O montador de móveis planejados Alex Roberto de Queiroz Silva confessou, em interrogatório realizado no Tribunal do Júri de Cuiabá, na data de 15 de [mês], que teria sido o autor do homicídio imputado na ação penal contra o advogado Renato Nery.
Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em julho de 2024, em Cuiabá. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da Capital nesta quarta-feira (15), após aproximadamente 12 horas de julgamento.
Segundo o relato do acusado, o crime teria ocorrido por iniciativa própria, após afirmações feitas pelo policial militar Heron Teixeira Pena Vieira no sentido de que existiriam pessoas interessadas em pagar a quantia de R$ 200.000,00 pela morte da vítima. Ainda conforme a declaração, Alex não teria sido contratado diretamente para a execução do delito, alegando que enfrentava graves dificuldades financeiras, além de receber ameaças de agiotas, o que o teria levado a agir.
No interrogatório, o réu afirmou que se deslocou até o escritório do advogado e, no momento em que a vítima desceu do veículo, efetuou os disparos, sustentando: “eu fui ao escritório dele; quando ele desceu do carro, eu efetuei o disparo; eu disparei contra a vítima”.
O acusado também declarou que, dias antes do crime, teria se reunido em um churrasco com Heron, ocasião em que o policial teria mencionado a existência de interessados na contratação de alguém para matar Renato Nery, inclusive mencionando o nome da vítima. Relatou que, após tomar conhecimento dessas informações, teria permanecido com a ideia por determinado período e, posteriormente, se dirigiu ao local e executou o homicídio.
Quanto ao contato posterior ao assassinato, Alex disse que procurou Heron somente após o fato, comunicando a execução do crime, acrescentando que o policial teria indicado que cobraria os responsáveis pelos supostos valores. Afirmou, contudo, que não conhecia quem seriam essas pessoas.
Sobre a alegada remuneração, o réu afirmou ter recebido aproximadamente R$ 100.000,00. No tocante à arma utilizada, Alex negou tê-la adquirido, conforme constaria na investigação da Polícia Civil, declarando que teria alugado o revólver pelo valor de R$ 1.500,00, devolvendo-o ao proprietário após a prática delitiva: “eu aluguei a arma por R$ 1.500 e depois devolvi para o dono”.
Redação JA / Foto: reprodução

