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Crise no campo já afeta Barra do Garças e Araguaia

Crise no campo já afeta Barra do Garças e Araguaia

Há quem ainda insista em enxergar a crise do campo como um problema restrito aos produtores rurais. Não é. O que está acontecendo em Barra do Garças e em todo o Vale do Araguaia já ultrapassou as porteiras das fazendas e começou a bater à porta das cidades.

Nos últimos meses, a realidade do produtor rural tornou-se sufocante. Safras frustradas por estiagens prolongadas e chuvas irregulares, aumento expressivo dos custos de produção, preços baixos para grãos, leite e gado de corte e um cenário internacional marcado por guerras e instabilidade econômica criaram aquilo que muitos classificam como a “tempestade perfeita”. O resultado é dramático: produtores descapitalizados, endividados e, em alguns casos, à beira de abandonar uma atividade construída ao longo de gerações.

Quando o campo adoece, a cidade sente os sintomas. O dinheiro deixa de circular, os investimentos são adiados, as compras diminuem e o comércio desacelera. Basta caminhar pelas ruas de Barra do Garças e dos municípios vizinhos para perceber estabelecimentos com movimento reduzido e portas se fechando. A crise que começou na lavoura e nos currais transforma-se rapidamente em uma crise econômica regional.

É preciso compreender que o produtor rural não está pedindo privilégios. Ele pede condições justas para continuar produzindo. Afinal, quem planta, cria e gera empregos assume riscos que vão muito além de sua capacidade de controle. Não há gestão eficiente capaz de impedir uma seca severa, alterar a cotação internacional das commodities ou reduzir os impactos de conflitos geopolíticos sobre fertilizantes, combustíveis, fretes e insumos indispensáveis à atividade agropecuária.

Nesse contexto, o Direito tem cumprido um papel importante. A Justiça brasileira tem reconhecido que situações excepcionais exigem respostas equilibradas. Instrumentos como o alongamento das dívidas rurais, a revisão judicial de contratos com cláusulas abusivas, a recuperação judicial do produtor rural e a proteção da pequena propriedade representam alternativas legítimas para preservar a atividade produtiva e evitar que famílias inteiras sejam expulsas do campo.

No entanto, essas medidas exigem conhecimento técnico e atuação especializada. Cada propriedade possui uma realidade própria. Cada safra, cada contrato e cada fluxo de caixa contam uma história diferente. Por isso, a busca por orientação qualificada tornou-se uma necessidade, e não mais uma opção.

Em Barra do Garças, o escritório Sandro Saggin & Advogados Associados tem se destacado pela atuação em defesa do setor produtivo. Com 28 anos de experiência na advocacia, o fundador e CEO, Dr. Sandro Saggin, oriundo de família tradicional de produtores rurais, construiu reconhecimento na área do Direito Agrário e foi eleito, por votação popular, nos dois últimos anos, o melhor advogado agrarista da região pela agência de pesquisas AGVPPEL. Ao seu lado, os advogados Dr. Jairo Gehm e Dr. Paulo Henrique Marques, ambos especialistas e com ampla experiência no agro, atuam diretamente em demandas voltadas à proteção jurídica dos produtores rurais.

O Vale do Araguaia nasceu e cresceu impulsionado pela força do campo. Defender o produtor rural não é escolher um lado do debate econômico; é proteger empregos, arrecadação, abastecimento e a própria dinâmica social de dezenas de municípios que dependem diretamente do agro para sobreviver.

Talvez o maior erro neste momento seja tratar essa crise como algo passageiro ou distante. Ela já está entre nós. E a pergunta que fica é simples: teremos sensibilidade e coragem para agir antes que a conta se torne impagável para toda a região?

Porque, no fim das contas, quando o produtor perde a capacidade de produzir, ninguém sai ganhando.

Sandro Luis Costa Saggin, advogado atuante há 28 anos, pós-graduado, especialista em Direito Agrário e Empresarial.

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