Governador Pivetta prega cautela em reforma administrativa no staff
Otaviano Pivetta, governador de Mato Grosso (Republicanos) reeleito, destacou que a reforma administrativa de sua gestão será implementada de forma “cautelosa”, evitando “malabarismos”, conforme declarou à imprensa. Nos bastidores, fontes indicam que a administração avalia possíveis fusões de secretarias como estratégia para otimizar a máquina pública.
Entretanto, Pivetta não confirmou as integrações estruturais e sinalizou que tais alterações ainda não têm avanço garantido. O governador reforçou que as mudanças terão como principais objetivos a redução da burocracia, o fortalecimento da autonomia municipal e o alinhamento de custos da estrutura estatal com melhorias nos serviços prestados.
Ele afirmou que a reforma buscará eficiência e equilíbrio administrativo, mantendo o compromisso com resultados positivos na gestão pública. Para subsidiar o processo, um grupo de estudo foi constituído com a liderança do ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União).
Desde o início do novo mandato, essa equipe interna tem realizado análises minuciosas, levantando informações que servirão de base para a reforma. O trabalho do grupo inclui um diagnóstico detalhado das secretarias estaduais, com prioridades voltadas à identificação de programas que não atingiram suas metas, desafios relacionados à estrutura ou ao pessoal, e estratégias para superar eventuais dificuldades financeiras.
Entre as potenciais fusões analisadas estão as seguintes combinações: Secretaria de Fazenda (Sefaz) com Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag); Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) com Casa Civil; Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) com Secretaria de Educação (Seduc). Outro eixo central da reforma será facilitar a relação administrativa entre Estado e municípios.
A ampliação da autonomia municipal, mencionada por Pivetta, envolve a simplificação dos procedimentos burocráticos em repasses fundo a fundo para áreas essenciais como Educação e Saúde. Atualmente, tais recursos são destinados diretamente às prefeituras para execução de ações específicas, como o ensino fundamental, que antes eram de responsabilidade direta da Seduc.
Após finalizado o diagnóstico do grupo de trabalho, será elaborado um projeto contendo as alterações propostas para a reforma administrativa. Esse projeto será formalizado na forma de mensagem governamental e enviado à Assembleia Legislativa para apreciação e votação. De acordo com apurações, o resultado do estudo deverá estar concluído até o fim desta semana e ser encaminhado aos parlamentares ainda antes do término do mês de outubro.
Redação JA / Foto: reprodução


