A criança que, em Cuiabá, levou veneno de rato para a Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon e distribuiu a substância aos colegas no ambiente escolar, no dia 10 (segunda-feira), estava na posse de quatro sachês do produto. O fato provocou a internação dela e de outros seis estudantes.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o menino transportou o raticida, conhecido como cor-de-rosa, em sacola branca. Um dos sachês encontrava-se aberto, ao passo que os demais (três) permaneciam lacrados.
Segundo informações divulgadas pela Secretarias Municipais de Educação e Saúde, crianças da turma do Pré II teriam manipulado a substância no pátio da escola, antes de se dirigirem à sala de aula.
De acordo com as Secretarias Municipais de Educação e Saúde, tão logo a ocorrência foi identificada, as equipes da instituição realizaram os primeiros atendimentos e providenciaram o encaminhamento das crianças para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, onde foram avaliadas e receberam os cuidados iniciais. Seis crianças foram atendidas com estado de consciência preservado e encontravam-se estáveis, apesar de apresentarem mal-estar estomacal e sonolência, sendo posteriormente encaminhadas ao Centro Médico Infantil (CMI).
A sétima criança, que teria levado a substância ao interior da escola, apresentou quadro mais relevante e foi conduzida ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permanece sob acompanhamento especializado e monitoramento toxicológico.
Por meio de nota divulgada em 11 (terça-feira), a Secretaria Municipal de Saúde informou que as crianças estão fora de perigo, embora sigam internadas. Segundo a pasta, a permanência nos estabelecimentos de saúde decorre de medida de segurança e observação clínica.
Em trecho da nota, consta que: “Todas estão clinicamente bem, conscientes, conversando e em leitos de enfermaria, sem necessidade de suporte respiratório ou de outros equipamentos para manutenção das funções vitais.”
Ainda conforme a mesma comunicação: “A permanência hospitalar ocorre por medida de segurança e observação. A equipe do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) orientou a manutenção da internação pelo período de 96 horas, devido ao risco de possíveis alterações na coagulação sanguínea decorrentes da exposição à substância.”
O material foi apreendido e encaminhado às providências cabíveis, estando o caso sendo investigado pela Polícia Civil.