O Grupo Flor-Ribeirinha, fundado por Domingas Leonor da Silva, conhecida como Dona Domingas, deverá ser reconhecido como patrimônio histórico e cultural, imaterial de Cuiabá. A decisão consta no projeto de lei de autoria do vereador pastor Eduardo Magalhães (Republicanos), que foi aprovado na sessão plenária desta terça-feira (17), agora depende apenas da aprovação do Poder Executivo para virar lei.
Criado há 30 anos, o grupo de Siriri nasceu na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, localizada no distrito do Coxipó da Ponte às margens do Rio Cuiabá.
Na sessão desta quinta-feira (19), o grupo foi convidado pelo vereador para uma apresentação na Câmara. Dona Domingas disse que homenagem vai ficar na história do grupo, de Cuiabá e de Mato Grosso.
“O Eduardo Magalhães foi o primeiro vereador que teve essa iniciativa, que para nós é abençoada. Agradecemos a todos os outros vereadores que votaram pra que o Flor-Ribeirinha fosse homenageado com essa conquista tão maravilhosa. Só temos que agradecer a Deus. A família Flor-Ribeirinha e a comunidade de São Gonçalo Beira Rio ficaram muito emocionados com a homenagem”, declarou dona Domingas.
Na sequência o diretor artístico e neto de dona Domingas, Avinner Augusto, disse que a tradição é a alma de um povo e que o vereador está de parabéns em preservar as raízes da cultura popular, valorizando suas características
“Essa lei representa um ato de amor por Cuiabá. O Flor Ribeirinha, para além da dança, para além da música, para além dos gestos, representa a alma do povo Cuiabano e trouxe para o povo da terra o orgulho do pertencimento, nosso muito obrigado ao vereador Eduardo Magalhães pelo reconhecimento”, concluiu Avinner.
O grupo integra a Associação Cultural Flor Ribeirinha, que tem como principal objetivo preservar as tradições culturais e incentivar a sua continuidade através da formação de uma nova geração de artistas populares.
“O Flor-Ribeirinha alcançou grande visibilidade na mídia, consolidando sua posição de símbolo da cultura cuiabana e mato-grossense, divulgando a cultura regional em suas apresentações no Brasil e no mundo. E a Associação Cultural Flor Ribeirinha trabalha na manutenção e propagação da cultura popular, especialmente do Siriri e do Cururu. Essa associação ações impactantes, entre os destaques estão suas oficinas artísticas, o projeto Semente Ribeirinha com várias atividades artísticas para crianças e ainda o projeto Flor da Idade voltado para adultos”, contextualizou Eduardo.
O grupo participa de competições internacionais e já conquistou títulos na Turquia (2017), Polônia (2021) e na Bulgária (2022). Em 2023, venceu o “Cheonan World Dance Festival” na Coréia do Sul, considerado o segundo maior evento de dança folclórica do mundo, tornando-se o primeiro grupo brasileiro a ganhar a competição. O Grupo apresentou espetáculos que ressaltaram a cultura popular brasileira, em especial o Siriri e o Boi Bumbá. Em 2018 o grupo saiu em turnê pela Europa, apresentando o espetáculo “Dançando o Brasil” para mais de 500 mil expectadores. Suas apresentações já passaram pela Itália, França, Peru e Paraguai.
No projeto, o parlamentar ainda explicou sobre o que é um bem imaterial: é um bem cultural que não pode ser tocado, ou seja, que não pode ser percebido através do tato e não possui matéria, podendo ser citados como exemplos, práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes e modos de fazer celebrações formas de expressão cênicas, atividades musicais ou lúdicas em lugares como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas.
“Inclusive, a Constituição Federal em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial”, reiterou pastor Eduardo. Vale destacar que o instrumento de Tombamento de Bens Imateriais é relativamente novo, foi instituído por Gilberto Gil quando Ministro da Cultura, e veio preencher uma lacuna importante no que se refere à preservação de bens culturais. O instrumento já foi usado com sucesso no tombamento de várias outras manifestações da cultura cuiabana e brasileira.
“Portanto, no sentido de reconhecer a importância para a cultura cuiabana, mato-grossense e brasileira é imprescindível que tombemos o Grupo Flor Ribeirinha como forma de assegurar seus valores históricos, culturais e sociais”, afirmou Eduardo Magalhães.
Por: Stephanie Romero / Assessoria / Foto: divulgação
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