Estados Unidos é o país mais buscado por startups que querem internacionalizar

O perfil de internacionalização das empresas mudou de maneira abrupta nos últimos anos. Um cenário comum de ser encontrado antes era de empresas brasileiras de grande porte e ligadas aos setores tradicionais que conseguiam migrar para outro país com mais facilidade. Hoje, é possível encontrar um grande número de pequenas e médias empresas, entre elas startups, que levam seu negócio para fazer parte do ecossistema de outros países em busca de expansão.

Segundo dados do StartOut Brasil, programa de internacionalização de startups do Governo Federal, atualmente 865 startups brasileiras, ou seja, pouco mais de 7% das soluções do país, estão buscando internacionalizar seu negócio. Dentre elas, 24% – ou 208 startups –  se inscreveram para participar de missões nos Estados Unidos.

Mas, mesmo com essa tendência, é preciso manter os pés no chão. Abrir um negócio em outro país não é fácil, demanda planejamento específico, cuidados preventivos para evitar problemas, avaliação panorâmica do país de destino e, principalmente, ficar por dentro das condições jurídicas locais.

Um exemplo prático de empresa que foi em busca de expansão em outro país é a Stayfilm, startup que funciona como produtora automática de filmes online. A empresa nasceu em 2013 no Brasil e, em 2017 já estava com sua primeira sede em Miami na Flórida (EUA). Enxergou diversas dificuldades como vistos, regras diferentes de contratação, mão-de-obra disponível, reinício como nova startup no mercado e não mais anos de networking e construção de imagem, entre outras dificuldades que Douglas Almeida, cofundador da marca encontrou lá fora.

Com o auxílio jurídico do BNZ Innovation, escritório de advocacia focado em startups e empresas de pequeno e médio porte em fase inicial dentro e fora do Brasil, a Stayfilm, que já tinha passado por experiências em países como Londres e Canadá, decidiu migrar para os Estados Unidos em busca de um mercado mais receptivo e aponta que as diferenças entre empreender no Brasil e no país norte americano envolvem muitos desafios. “O BNZ Innovation me auxiliou em entender as diferenças entre as leis brasileiras e internacionais, nos problemas gerados pela saída do país e demissão de brasileiros e acordos, que não se adequaram à nova rotina da empresa, mais produtiva e em expansão, além de nos ajudar a entender sobre os modelos de contratos para a escalabilidade da empresa em novas rodadas no exterior”, explica Almeida.

Rogério Luiz Alonso, de 48 anos, é outro empresário que resolveu apostar no país. Ele, que é dono da chineláticos – multimarca de chinelos com cerca de 20 operações no Brasil – criou a franqueadora Vectis Company em dezembro de 2018 para conseguir levar as suas empresas para o exterior. “A maior dificuldade de ir para os Estados Unidos é a língua. Para superar essa barreira, procuramos brasileiros que já estavam no país para fazer a internacionalização”, explica.

Cliente da Bicalho Consultoria Legal – empresa especializada em migração e internacionalização de negócios – Alonso fala da importância de pequenos e médios empreendedores terem o apoio de advogados na hora de sair do país.

“A Bicalho me ajudou muito no processo legal, na parte de levar minha empresa para os Estados Unidos. São vários procedimentos, muitos tipos de vistos e os advogados sabem como orientar os empresários na internacionalização, além de saberem quanto capital temos e quanto queremos investir lá fora”, conta. “A Bicalho tem escritório no Brasil, nos Estados Unidos e em Portugal e isso é um grande diferencial para mim, porque eles estão aonde eu preciso que estejam”, finaliza.

Com a visão do atual presidente norte americano, Donald Trump, de incrementar a entrada de imigrantes no país, buscando por profissionais com experiência comprovada ou altamente reconhecida para complementar e sanar as necessidades do mercado de trabalho local, a maioria dos profissionais liberais que estão saindo do Brasil são: médicos, dentistas, enfermeiro, advogados, administradores, engenheiros, atletas e artistas, entre outros.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa/ Foto; Reprodução

30, outubro, 2019|