Videoconferência com réu preso traz celeridade aos processos em Pedra Preta

Utilizar o que a tecnologia oferece para entregar um serviço cada vez melhor para o cidadão é o que muitas Comarcas vêm fazendo no Estado de Mato Grosso. Uma delas é Pedra Preta, localizada a 238 Km ao Sul de Cuiabá, que, em agosto, utilizou videoconferência para fazer audiências com os réus presos e, assim, garantir a celeridade dos processos em tramitação.

O juiz Márcio Rogério Martins explica que a videoconferência é uma grande revolução para a realização de audiências, pois a tecnologia traz eficiência para a tramitação dos processos. Ele diz ainda que a medida possibilita devolver a resolução das ações à sociedade com mais rapidez, menor custo e maior eficácia.

“Os processos com réus presos tendem a tramitar com menor duração de tempo quando há a possibilidade de serem interrogados onde estão presos. Já houve situação em que o interno não pôde vir para a audiência no dia determinado e isso sempre causa atraso no andamento do processo porque é necessário redesignar a audiência e refazer todos os atos processuais. A videoconferência elimina essa possibilidade, pois se já está marcada, em não havendo problema tecnológico o processo será mais rápido”, explica.

As videoconferências foram realizadas na Comarca com os réus que estão detidos no Presídio da Mata Grande, em Rondonópolis, há 3 km de Pedra Preta. De acordo com o magistrado, a imagem e o áudio são perfeitos, nos dois pontos, tanto no presídio, quanto no Fórum e nenhuma das partes dos processos (réu, advogado e promotor de justiça) viu ponto negativo na ação.

“Além de todas as vantagens, ainda conseguimos ter mais controle sob o réu que fica em uma sala especializada lá na unidade prisional, permitindo que a audiência seja realizada no horário determinado. Também a videoconferência dá agilidade do processo que não necessita do deslocamento do réu até Pedra Preta, diminuindo assim o gasto com segurança para conduzir o detento até a cidade”, conclui o magistrado.

Por;Keila Maressa/ TJMT

3, setembro, 2019|