Turma Recursal realiza 1ª audiência de conciliação

26/11/2018 – A Turma Recursal Única do Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou pela primeira vez uma audiência de conciliação com processos de Segunda Instância. Entraram na pauta 25 processos de famílias que reclamavam da interrupção no fornecimento de energia elétrica e demora na religação do serviço em vários municípios de Mato Grosso.

Para buscar soluções definitivas para falhas sistêmicas que atingem municípios e bairros inteiros, a juíza Patricia Ceni convocou a audiência com as partes dos processos e representantes técnicos e jurídicos da concessionária estadual, Energisa.

“Nosso balanço foi extremamente positivo, até melhor do que esperávamos. Nós fizemos essa tentativa de composição já em 2º grau. Foi uma coisa inédita que não tínhamos feito em Turma Recursal”, destacou a magistrada.

A convocação da Energisa se deu em virtude da empresa ser uma das maiores demandadas da Turma Recursal, com grande quantidade de ações semelhantes.

“Nosso objetivo era que a Energisa pudesse apresentar as melhorias que ela tem para trazer para o consumidor e, principalmente, tentar resolver não o problema daquela pessoa, mas sim todo um contingente processual e conseguimos sair daqui hoje”, esclarece a juíza Patricia Ceni.

O produtor rural Joel Inácio Moraes foi um dos participantes da audiência de conciliação. Ele contou que as falhas de energia elétrica já lhe causaram enormes prejuízos, como perda de alimentos por falta de refrigeração, e também aos seus vizinhos, que chegam a perder mercadorias lácteas comercializadas para a subsistência.

“Nós ficamos dois, três dias sem energia, perdemos muitas coisas. Surgiu essa oportunidade e viemos, também pelos outros que sofrem igual a gente. Eles falaram que vão fazer uma limpeza da rede e ampliar, para tentar melhorar para todos da comunidade”, destacou o produtor.

Edna Aparecida Vaz de Oliveira também saiu satisfeita da audiência: “nós fomos bem atendidos, a juíza muito competente, comunicativa, esclarece bem o que precisamos saber. É mais um voto de confiança que temos na Justiça”.

Por; Mylena Petrucelli

26, novembro, 2018|