TRE: “Não vamos travar ação” diz juíza no processo de cassação deputado Carlos Avalone

A defesa do deputado Carlos Avalone, buscava comprovar a necessidade de mais pessoas constarem como parte passiva da representação. Vanessa Curti alertou na decisão que o Pleno do TRE julgará o pedido do deputado como matéria preliminar, entes de julgar o mérito do processo.

No TRE, a juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, negou na terça-feira (21) julgamento imediato de agravo regimental proposto pelo deputado Carlos Avalone (PSDB) em representação que pode resultar em cassação de diploma do parlamentar.
Segundo a juíza, não há o menor sentido em ‘travar’ a marcha processual desta representação, para que se enfrentasse, agora, uma questão de ordem pública (litisconsórcio passivo necessário que leva à decadência) a qual, repita-se, foi levantada pela defesa no momento oportuno (contestação) e será normalmente analisada e decidida no julgamento colegiado definitivo”, afirmou .

Avalone sofre uma representação eleitoral em decorrência da campanha eleitoral de 2018. Ele assumiu o mandato em definitivo após o deputado estadual eleito Guilherme Maluf (PSDB) tornar-se conselheiro do Tribunal de Contas (TCE).

O empresário teve o nome envolvido numa apreensão da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no município de Poconé (100 km de Cuiabá). Segundo informações da PRF, um veículo Gol, de cor prata, foi abordado no quilômetro 560 da BR-070.

No interior do veículo, os agentes abordaram dois suspeitos, que estavam com R$ 89,9 mil em dinheiro vivo, além de vários santinhos do então candidato a deputado estadual Carlos Avalone.

O recurso da defesa do deputado foi negado, e a magistrada determinou prazo de três dias para que o Ministério Público e a defesa de Carlos Avalone indiquem se desejam diligências complementares.

 

 

Redação JA/Foto; Reprodução

23, maio, 2019|