TRANSFERÊNCIA DE REMESSAS EM DINHEIRO PARA O EXTERIOR: COMO O CONTADOR PODE AUXILIAR

A escolha pelo tipo de envio – instituições financeiras tradicionais ou empresas especializadas – vai depender da quantia da remessa e das taxas cobradas em cada trâmite. O contador poderá ajudar na escolha mais barata e segura, orientando sobre maneira legal de realizar a operação

Graças à concorrência que existe no setor, a transferência de dinheiro para o exterior – que já foi um processo demorado e oneroso – hoje está mais prática, barata e segura. A pesquisa sobre os meios legais disponíveis para a prática é o primeiro passo para quem precisa fazer esse tipo de transferência. Além dos bancos tradicionais, casas de câmbio, fintechs, plataformas de meios de pagamento e Correios também cumprem essa função.

As plataformas online especializadas prometem oferecer o serviço com menos burocracia que o sistema financeiro tradicional. Algumas dessas empresas estipulam valores limites de envio, de acordo com o perfil dos clientes, oferecendo vantagens e descontos para usuários frequentes, com programas de fidelidade, que geram descontos progressivos, até isenção de tarifa bancária, de acordo com valor a ser repassado.

Para essas empresas, o valor do IOF cobrado varia entre 0,38% a 1,1% e existem outros custos variáveis, como taxas e impostos. “É importante que o cliente tenha referências positivas sobre a atuação desse tipo de empresa e peça orientação para sua assessoria contábil e (ou) jurídica sobre os trâmites”, diz Adelmo Nunes, contabilista e diretor da Planned Soluções Empresariais. “Vale lembrar que assim como este mercado conta com empresas sérias, há muita especulação e vias desonestas para remeter valores. Todo cuidado é pouco para que o barato não saia caro.”

Os bancos privados e públicos são outra opção de envio e cada um irá estipular suas regras e canais para a transferência. Cada meio terá suas tarifas. O IOF cobrado também será entre 0,38% e 1,1%. Essas instituições também oferecem o serviço online, mas, geralmente, o acesso precisa ser liberado pelo cliente por questões de segurança. “Os bancos costumam cobrar taxas de acordo com o canal utilizado para a transferência: aplicativos, caixa eletrônico ou processo presencial na agência serão taxados de maneiras distintas.”

Cada instituição bancária possui regras próprias para fixar a cotação, utilizando o dólar comercial como referência básica.

Plataformas como o PayPal, meio de pagamento mais utilizado no mundo, também oferecem o serviço. Mas apesar da praticidade de realizar a transação online, sem burocracia, os custos não são muito atrativos: o IOF, por exemplo, chega a 6,38%.

Os Correios estabelecem regras de valores diários, por remessa e por país. “Para os Correios, de acordo com o país destinatário, haverá um limite de valores”, explica o contabilista. Além disso, os valores chegarão ao destino em até cinco dias úteis. “O prazo não é muito atrativo, uma vez que os clientes sempre darão preferência para a solução em tempo real.”

 

 

Por; Bruno Cortina

foto; Reprodução

25, julho, 2019|