TJ apresenta case da utilização do BI no Conip

05/11/2018 – O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participa do 13º Conip – Congresso de Inovação no Poder Judiciário, nos dias 6 a 7 de novembro, em Brasília/DF. O Conip Judiciário e Controle, que promove a troca de conhecimento, o compartilhamento de experiências e a interação entre os profissionais das diversas instituições que compõem o Poder Judiciário e o Sistema Justiça, reúne 600 participantes, 440 órgãos públicos, em 20 horas de programação com 15 palestras.

 

No evento, o TJMT apresenta um painel sobre o pioneirismo e o caminho percorrido na utilização de BI – Business Inteligence – a principal ferramenta de inteligência de negócios que oferece a coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações estratégicas.

 

Segundo o juiz auxiliar da presidência no Tribunal de Justiça, João Thiago de França Guerra, que será um dos palestrantes e vai apresentar o case do TJ no Conip, a ideia é passar toda a trajetória percorrida com o uso do BI. “O que nós vamos compartilhar no Conip é justamente a jornada, porque a gente ainda não chegou ao final dela. Vamos mostrar o caminho que foi percorrido, as dificuldades que nós enfrentamos ao longo deste caminho principalmente qual era nossa estratégia, como nós iríamos trazer a cultura de dados para nossa organização”, explica o juiz.

 

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é pioneiro na utilização do software Business Inteligence (BI). A partir desta ferramenta é possível fornecer gráficos e relatórios para que o Poder Judiciário consiga tomar decisões com base em dados para melhorar os serviços prestados ao jurisdicionado.

 

Para o coordenador de Tecnologia do TJ, Thomás Augusto Caetano, retirar conhecimentos úteis para tomada de decisão de grandes volumes de dados é exatamente a proposta do BI, o que contribuí para o aprimoramento dos trabalhos da administração pública”. A partir desta ferramenta é possível fornecer gráficos e relatórios para que o Poder Judiciário consiga tomar decisões com base em dados para melhorar seus indicadores e com isso os resultados dos serviços prestados ao jurisdicionado”.

 

A ferramenta foi implantada em 2014 no TJMT na Segunda Instância e na Primeira Instância, e vem sendo aprimorada e implantada em outros setores da administração ao longo dos anos e visando resultados positivos que contribuam para a melhoria do desempenho do Judiciário mato-grossense.

 

“A estratégia de BI do Tribunal de Justiça amadureceu nos últimos anos e está começando a dar os primeiros frutos. Nossas informações de litígio já estão todas consolidas no Omini, que transforma os dados dos sistemas em informação e o BI converte essa informação em conhecimento. Os relatórios gerados pelo Omini são chamados de dashboards (painéis de indicadores). O projeto Omini é divido em duas fases. A 1ª é de homologação (estágio atual) e a 2ª de produção (quando estiver efetivamente operando), que está começando produzir os primeiros painéis com consulta para os usuários finais”, destaca o Juiz João Thiago de França Guerra.

 

Ainda de acordo com o magistrado são bons os resultados onde já foi implantado o BI. “A gente tem a partir da metodologia do Omini uma experiência muito boa na Coordenadoria de Recursos Humanos (CRH), na parte de folha de pagamento dos servidores e magistrados que já tem alguns painéis interessantes. Também já temos uma experiência semelhante na Coordenadoria Financeira na parte de arrecadação. O que começou como uma iniciativa de BI lá atrás pela Coordenadoria de Planejamento (Coplan) foi encampada pela Corregedoria, depois foi fortalecida pela Presidência. Demorou para amadurecer e para encontrar um caminho, mas agora finamente está começando a produzir frutos”, explicou.

 

No Departamento de Pagamento de Pessoal – ligado a Coordenadoria de Recursos Humanos (CRH) do PJMT – o BI foi homologado no mês de agosto deste ano e já vem trazendo grandes transformações.

 

“Usando essa ferramenta agora temos disponível em tempo real dados de folha de pagamento, aposentadoria, férias, pagamentos diversos de servidores desde 2010. O BI veio para ser o divisor de água na nossa equipe e para toda a administração do judiciário. Os ganhos são enormes principalmente no ganho de tempo para equipe atuar em outras frentes de trabalho do setor e nas tomadas de decisões que agora têm o suporte de dados em tempo real”, pontua o coordenador do CRH, Luzanil Cruz.

 

“O convite para participar do Conip é um forma da comunidade jurídica, de tecnologia dos tribunais de justiça reconhecer que o PJMT tem alguma coisa para mostrar, é forma deles olharem para nós e falarem contem para gente o que vocês estão fazendo, seja lá o que for é legal”, finalizou o juiz auxiliar da presidência João Thiago.                       

 

 

Por; Cleci Pavlack/TJMT

5, novembro, 2018|