Sistema prisional: Judiciário inicia tratativas para parcerias com a Unemat

Um importante passo foi dado em busca do aprimoramento e humanização do sistema penitenciário de Mato Grosso. Em Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá), o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT), desembargador Orlando de Almeida Perri, se reuniu, na sexta-feira (6 de setembro),   com o reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rodrigo Zanin, para dar início às tratativas para a formalização de uma parceria que trará benefícios ao sistema prisional do Estado, em especial aos recuperandos.

“Nós podemos firmar parcerias com grandes serviços a serem prestados ao sistema prisional. Vamos sentar, definir e desenhar um grande convênio para reunir várias áreas de serviços para o sistema prisional, a exemplo da área de saúde, de engenharia, enfim, em todas as áreas que a Unemat tiver atuação poderemos firmar essas parcerias com a Justiça”, salientou Perri.

Sobre as visitas que têm sido feitas às unidades prisionais do Estado, o magistrado ressaltou que as viagens são importantes para um trabalho em conjunto em prol de melhorias voltadas à população carcerária. “Estamos mantendo contato com todas as autoridades municipais, com o empresariado e com a sociedade civil organizada, para nós trabalharmos todos juntos. Todos ganham com a atenção dada ao sistema prisional. E é o que estamos fazendo, um trabalho maior de conscientização do grave problema social que é o sistema prisional”, pontuou o magistrado.

Já o reitor da Unemat, Rodrigo Zanin, salientou que a parceria não se resumirá apenas a cidade de Cáceres, mas a todas as cidades onde a Unemat tenha campus. “Tivemos propostas aqui para discutir projetos de engenharia, na área de saúde, na área de educação e até mesmo a utilização ou a possibilidade de criar postos de trabalho para os reeducandos nas nossas ações. A ideia é que a universidade possa servir de exemplo e porta de reestruturação da vida deles, e reinserção na sociedade. A universidade também tem esse papel, de reinserção das pessoas, para ajudá-las a ter uma perspectiva diferente”, observou.

Também presente à reunião, a juíza da Primeira Vara Criminal de Cáceres, Helícia Vitti Lourenço, destacou a importância da ida do GMF ao município. “É um apoio muito importante para que as ações, de fato, se concretizem. No âmbito da execução penal, temos muitas ideias, muitos projetos, mas o que nos falta, muitas vezes, é o investimento. Sem isso, a gente acaba não conseguindo muitas coisas como gostaríamos. Vindo para cá, o GMF faz um trabalho de conscientização como o que foi feito hoje, sobre a importância de unirmos forças em prol da causa, que é muito maior do que a gente pode imaginar. Não é só em prol da ressocialização, é em prol da segurança pública”, enfatizou.

Conforme a magistrada, a partir do momento em que se investe no sistema penitenciário e em projetos de ressocialização, na formação humana e profissional do recuperando, ele terá uma chance de poder se reintegrar novamente à sociedade e não voltar a reincidir no crime. “A sociedade não vai mais ser vítima daquele indivíduo”, complementou.

 

Com informções Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Fotos ; Lígia Saito

11, setembro, 2019|