Sindicalistas debatem mudanças estratégicas para enfrentar o novo mundo do trabalho

A interferência do mercado mundial no rumo das políticas econômicas internacionais, e os impactos da onda liberal e conservadora no mundo do trabalho, em toda a América Latina, em especial no Brasil, deram o norte da Análise de Conjuntura do Seminário da Escola Centro Oeste de Formação da CUT “Apolônio de Carvalho”. A atividade que terá três dias, começou ontem (31.10), com o tema “Sistema Democrático de Relações de Trabalho”, integrando o 3º módulo de formação da ECO/CUT, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT).

Os debates foram iniciados com a palestra do professor e ex-deputado federal, Carlos Abicalil, que trouxe a abordagem do cenário político econômico internacional e sua correlação com o mercado de trabalho. Na sequência, a análise de conjutura, com o dirigente estadual do Sintep/MT, Henrique Lopes, focou a realidade da região Centro-Oeste e os impactos das Reformas Trabalhistas, Lei da Terceirização e o congelamento dos recursos públicos (EC nº 95), nos direitos dos/as trabalhadores/as.

 Finalizando com a coordenadora da ECO/CUT, Sueli Vieira, que apresentou as fases da luta histórica da classe trabalhadora nos 36 anos de CUT, e necessidade de se reinventar para enfrentar esse novo mercado com uberização, a perda dos direitos trabalhistas, e o novo mundo do trabalho.

 Para a professora participante do ECOCUT, representante do Distrito Federal, Luciana Custódio, a retirada de direitos da classe trabalhadora, constatadas com as reformas do governo federal, pós impeachment alteraram sobremaneira as conquistas da população. “Como professora destaco o ataque a Educação, que de bem público e direito de todos está se tornando um serviço, vendido e comercializado”, destacou.

 O Seminário formativo termina no sábado (02.11) e integra profissionais de diferentes segmentos sindicais da região centro oeste. O objetivo e debater e construir propostas a partir da formação de dirigentes para a condução das políticas sindicais que façam o enfrentamento a essas mudanças no mundo do trabalho.

 

Com informações da Assessoria Imprensa

1, novembro, 2019|