SAÚDE: Com apoio do Fibro MT, Dr. Leonardo debaterá políticas públicas para fibromialgia na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados irá debater em audiência pública a criação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, através do Projeto de Lei 3010/2019, de autoria do deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade-MT). O evento será realizado nesta terça-feira (10.09), no Auditório Freitas Nobre (Subsolo do Anexo IV), às 14 horas.

 

O deputado federal Dr. Leonardo já tem debatido o tema em Mato Grosso em busca de apoio. Na semana passada, ele palestrou para os grupos “Fibro MT” e “Mulheres de Fibra” sobre cuidados de saúde para ajudar no tratamento da fibromialgia e a respeito do seu projeto.

 

A coordenadora do evento, Carmen Miranda, afirmou que o Fibro MT irá se mobilizar para demonstrar apoio ao projeto do parlamentar. “Vamos iniciar uma mobilização para conseguir demonstrar que esse projeto de lei precisa ser aprovado”, afirmou Carmen.

 

De acordo com o deputado Dr. Leonardo, que é médico, a doença afeta nervos e músculos, fazendo com que o cérebro não consiga filtrar a dor e o paciente sinta dores incapacitantes nos músculos por todo corpo, além de cefaleia, insônia e vários outros sintomas.

 

O tratamento dos pacientes exige medicação contínua com antidepressivos e neuromoduladores, e exercícios de três a cinco vezes por semana, além de acupuntura, massagens, infiltração de anestésicos e acompanhamento psicológico.

 

“Essa é uma doença que pode impossibilitar uma pessoa de levar uma vida normal se ela não tiver  um tratamento completo, que é muito caro e exige muito tempo também. Fora ainda enfrenta muito preconceito pelo desconhecimento. Por isso precisamos discutir formas de amenizar o impacto na vida das pessoas”, disse Dr. Leonardo.

 

Entre outras coisas, o PL 3010/2019 propõe que a fibromialgia seja enquadrada no rol das doenças de pessoas com deficiência, para garantir direitos como vagas prioritárias, participação garantida no mercado do trabalho e atendimento adequado na rede pública de saúde.

 

Por; Jardel P. Arruda
9, setembro, 2019|