Projeto de professor de Cuiabá melhora desempenho dos alunos na disciplina de história

14/12/2018 – Um projeto inovador aumentou o rendimento de alunos do sexto ao nono ano do SESI de Cuiabá. O índice de recuperação na disciplina de história, ou seja, de alunos que não atingiam as notas mínimas para serem aprovados, quase zerou, chegando a 1%. A melhora no desempenho veio com a metodologia de ensino desenvolvido pelo professor de história e oficina de robótica, Ediney de Brito Junior, que consiste em incentivar a pesquisa e trabalhar a autonomia dos alunos.

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O projeto surgiu a partir do mestrado do professor, que costumava questionar o fato do livro didático ser considerado pelos alunos como principal ferramenta de aprendizagem. A ideia não era abolir os livros ou apostilas, mas fazer com que passassem a ser somente um apoio documental, trazendo mais domínio para os estudantes sobre o seu conhecimento.

De acordo com Ediney, além da melhora nas notas, a nova maneira de dar aula, sempre orientando a busca por conhecimento, traz muitos benefícios para o desenvolvimento dos alunos. “Em relação ao estudante, como indivíduo, ele se tornou hoje muito mais proativo, tem a sua autoestima muito mais elevada, se torna dono do seu processo cognitivo e isso não tem preço. Nosso aluno, hoje, consegue entender história, consegue ver o seu aprendizado e ter o domínio daquilo que está falando. Ele agora não é mais um simples receptor, é agora um agente histórico, que transforma a sua própria história”, destaca.

A necessidade de deixar as aulas mais atrativas e de driblar toda a atenção que os alunos dão à internet, que nem sempre é um lugar confiável, foi um dos principais fatores para a implementação do projeto. “Hoje o professor é um parceiro do aluno. Nós não somos mais um professor que conduz, nós orientamos. Todo mundo inova e a sala de aula não é diferente, é uma extensão da sociedade. Nós precisamos, também, inovar”, ressalta.

Por todos os resultados positivos, o projeto foi destaque no 2º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI. No total, 20 projetos foram homenageados por terem gerado impactos positivos no aprendizado dos alunos e, por isso, foram consideradas as melhores práticas pedagógicas de 2017 da rede SESI.

Segundo o gerente executivo do Serviço Social da Indústria, Sérgio Gotti, a escola precisa mudar a maneira de ensinar e se tornar mais atrativa para os estudantes. Esse conceito foi base para todos os projetos homenageados, que partiram do STEAM, uma metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos.

“Quando nós pensamos, por exemplo, na nossa indústria, quando nós pensamos no comércio, nos serviços, o que a gente observa é que as profissões que vão vir são absolutamente diferentes do que está acontecendo hoje em dia. E se a escola não se preparar para isso e, principalmente, não preparar o aluno para esse futuro, ela vai se distanciar cada vez mais do aluno, da realidade”, explica.
Por Aline Dias

14, dezembro, 2018|