PRODUTO RUIM : “Todos esperam absolvição no inferno processual brasileiro”, diz desembargador

“O sistema de justiça do Brasil é um dos mais burocráticos do mundo”, afirma o desembargador Fábio Prieto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. “Nossos códigos de processo — de inviabilidade do processo, na verdade — são lamentáveis. O último é sempre pior, mais tímido, que o anterior, velha tradição que o atual CPC soube fazer respeitar”, continuou, em voto vencido.

Prieto foi voto divergente num caso atípico. Entre as idas e vindas dos autos, a empresa autora afirma que a causa vem custando R$ 590 mil. Foram dois processo iguais movidos pela mesma pessoa e patrocinados pelo mesmo escritório chegaram ao tribunal. A corte viu que as petições eram idênticas e condenaram a autora em R$ 20 mil por litigância de má-fé. A 6ª Turma do tribunal considerou que houve fraude.

Nos embargos, a defesa da autora disse que não houve fraude, mas apenas um erro, já que os dois processos são praticamente iguais e houve uma confusão de documentos no escritório. Prieto deu razão ao embargante, mas ficou vencido. Venceu o voto da relatora, Diva Malerbi, para quem não havia obscuridade nem contradição do acórdão, o advogado queria apenas rediscutir o mérito.

“Tudo esclarecido, não há razão para interpretar o que é produto ruim e comum do sistema processual como algo ainda pior. O advogado diz que errou, mas é inocente. Todos a esperar a absolvição final no inferno processual
brasileiro”, disse. Fonte; Conjur/ Foto; Reprodução

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0001852-78.2016.4.03.0000

5, setembro, 2019|