OAB emplaca briga e pede para se habilitar junto a Corregedoria como assistente de Advogado que acusa Tenente da PM de agressão e tortura

A OAB/MT protocolou no dia 17 de setembro junto a Corregedoria da PM/MT, pedido de habilitação no Inquérito Militar que verifica as acusações de agressão, ameaça e tortura feitas pelo advogado Isaque Levi Batista dos Santos contra o tenente João Paulo Moura de Arruda, também conhecido como “Pitbull Tático”.

Conforme documento, a OAB atuará como assistente na defesa das prerrogativas da vitima por tratar-se de advogado, devendo ser intimada de todos os atos a partir do protocolo, sob pena de nulidade.

“Sinto-me mais forte pra seguir com a representação tendo agora uma Instituição como a OAB ao meu lado, com o ato a OAB não somente se solidariza comigo repudiando a covardia da qual fui vitima, mas também com todas as pessoas que já sofreram algum tipo de agressão ou abuso policial” destaca Isaque Levi.

Entenda o caso:

De acordo com a representação feita junto a Corregedoria da PM/MT no dia 15 de agosto do corrente ano, um Advogado identificado como Isaque Levi Batista dos Santos, 27, acusou o tenente da Polícia Militar (PM), João Paulo Moura de Arruda, por tê-lo agredido, ameaçado e torturado.

Conforme seu relato, no dia 9 de junho de 2018, na Avenida Arquimedes Pereira Lima, popularmente conhecida como Avenida do Moinho, a vítima foi abordada pela guarnição policial, que pediu para que ele fosse embora do local.

O advogado teria informado que estava esperando um passageiro do aplicativo de carona em que fazia bicos. Contudo, mesmo com a justificativa, o policial o teria agredido com socos e pontapés.

No dia 8 de agosto deste ano, as agressões teriam reincidido. Durante uma revista policial, o policial reconheceu a vítima e voltou a ameaçá-lo. “Eu sei onde você mora, o carro que dirige e o local em que trabalha”, teria dito o militar na ocasião.

“Não me sentirei ameaçado por quem seja, não serei covarde que nem meu agressor que utiliza de sua autoridade para agredir as pessoas, farei da justiça minha clava forte que nem diz o Hino Nacional, e seguirei até o fim com a denúncia, sem temer por minha integridade física ou própria morte, desejo ver esse cidadão fora da Polícia e preso”, afirmou a vítima.

Por meio de nota, a Corregedoria da Polícia Militar confirmou o recebimento da denúncia e informou que determinou a instauração de inquérito policial para apurá-la.

 Assessoria de Imprensa

14, outubro, 2019|