O Estado de MT é terceiro lugar no ranking brasileiro com maior número de pessoas envolvidas diretamente com o cooperativismo

02/10/2018 – Em 2017 existia em Mato Grosso, segundo a estatística bancária do Banco Central do Brasil, cerca de 314 agências bancárias, das quais aproximadamente 94 estavam localizadas entre a capital Cuiabá, e o município de Várzea Grande, as maiores cidades do estado. Em contrapartida, de acordo com o relatório Panorama Nacional de Cooperativismo de Crédito, emitido pelo Banco Central em 2017, o Estado de Mato Grosso registrou que 79% dos municípios são atendidos por cooperativas de crédito, com mais de 50% da população de alguma forma participante do cooperativismo.

Segundo o portal da Organização das Cooperativas Brasileiras OCB/MT, em 2017,  cerca de 470.000 pessoas são associadas de cooperativas, colocando o Estado em terceiro lugar no ranking brasileiro com maior número de pessoas envolvidas diretamente com o cooperativismo. Neste período o Estado contava com 154 cooperativas. Deste total, 16 são de crédito. Para falar sobre as diferenças entre as duas entidades financeiras e as vantagens do cooperativismo, entrevistamos Clésio Antônio Sousa Carvalho Filho, especialista em gestão de cooperativas e coordenador do conselho fiscal da Unicred Mato Grosso.

Clésio Carvalho iniciou a entrevista detalhando as diferenças entre as entidades financeiras. “Em um banco você é apenas um cliente, já na cooperativa de crédito você também é cliente, chamado de associado, porém também é o dono. A cooperativa é uma sociedade de pessoas, o banco é uma sociedade de capitais. Na cooperativa o cooperado tem o poder de voto, podendo votar em uma eleição simples para auxiliar nos rumos da cooperativa, bem como eleger seu presidente. Já em relação aos bancos isso não é possível aos clientes, pois não participa das decisões do banco, na verdade o cliente não tem nenhum papel nas decisões do banco. Na cooperativa por sua vez, o acesso aos diretores e conselheiros administrativos facilita as mudanças dentro da instituição, constantemente”, ressaltou Clésio.

 

O Coordenador expôs que na cooperativa todos os associados participam das decisões em assembleias gerais, diferente dos bancos onde os clientes não têm essa possibilidade, assim mesclou as diferenças com as vantagens do cooperativismo. “Nas cooperativas todos os cooperados participam das decisões políticas operacionais da unidade. Já no banco você é apenas um usuário e não influencia nos produtos ou na precificação. Na cooperativa a administração dos recursos dos associados é de forma vantajosa e se tem sobras, estas são divididas entre os cooperados de acordo com sua movimentação financeira, que envolve o seu capital social investido e produtos adquiridos. No entanto, nos bancos os lucros são divididos apenas entre os acionistas. Se você for cliente apenas e não acionista, não participa dos Lucros. Enquanto na cooperativa, o cooperado participa dos resultados independentemente do valor do capital social investido ou do seu tempo de associação e com taxas de juros mais atrativas, visando melhores investimentos e mais rentabilidade. No banco as taxas são mais altas, visando apenas o lucro por si só”, finalizou Carvalho.

Por; Dieny Vieira

2, outubro, 2018|