Burocracia na Seduc-MT deixa estudantes sem salas de aula

A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) em Lambari d’Oeste (339 km de Cuiabá-MT) denuncia a situação de 50 estudantes do 8º ano da Escola Estadual Padre José de Anchieta, que estão tendo aulas de forma improvisada no auditório da escola. Segundo a presidente da subsede do Sintep/Lambari d’Oeste, professora Luciene Silva de Jesus Meneses Faria, o problema é causado pela organização de turmas estabelecida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). “O sistema de formação de turmas não permite a abertura de uma sala de aula com menos de 30 matrículas”, relata. Com isso, 20 estudantes estão sem aulas na escola, aguardando a realização de mais dez matrículas para que possam estudar em condições adequadas.

Enquanto aguardam a resolução burocrática, os professores enfrentam o desafio de manter os 50 estudantes, com idades entre 13 e 14 anos, engajados nos estudos. Entre as queixas, destaca-se o fato de que o auditório não possui quadro escolar, tampouco carteiras adequadas. Além disso, esses estudantes não receberam apostilas, somado à ausência de atribuição de professores para várias disciplinas.

Até o momento desta reportagem, nesta quarta-feira (07/02), terceiro dia do ano letivo de 2024 na rede estadual, cinco disciplinas não tinham profissionais atribuídos: geografia, matemática, ciências, biologia e artes, além da falta de um coordenador na escola. Para o Sintep-MT, a ingerência dos órgãos de educação do estado é intensificada por políticas criadas pelo próprio governo. No caso de Lambari d’Oeste, o aumento de estudantes na escola é uma consequência do decreto de redimensionamento, que transferiu estudantes da segunda etapa do ensino fundamental (6º ao 9º ano) do município para o estado, enquanto as prefeituras assumem todas as matrículas do 1º ao 5º ano. No caso de Lambari d’Oeste, a prefeitura repassou os 8º e 9º anos para a rede estadual, o que, pelo ocorrido, não foi previsto.

Para Luciene Silva de Jesus Meneses Faria, de concreto, está o caos gerado e o desrespeito com os profissionais da educação e com o direito dos estudantes.

Fonte: Assessoria imprensa Sintep-MT