MPMT requer juntada de procedimento administrativo que evidencia desavenças entre vítima e cabo Jacinto

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso requereu ao Poder Judiciário que determine ao Comando do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) a remessa integral do procedimento instaurado pelo 2º Tenente PM Carlos Henrique Paschiotto Scheifer, assassinado em maio de 2017, contra o cabo da PM Lucélio Gomes Jacinto, denunciado como um dos autores do referido homicídio. A manifestação foi juntada ao processo nesta terça-feira (16).

De acordo com o promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, informações divulgadas pela imprensa revelam que dois dias antes do crime, o Ten PM Carlos Henrique Paschiotto Scheifer comunicou aos seus superiores sobre a instauração de procedimento administrativo contra o cabo da PM Lucélio Gomes Jacinto. Ainda conforme a imprensa, dias depois o procedimento foi arquivado pelo então comandante do Bope, Tenente Cel PM José Nildo Silva de Oliveira.


De acordo com o promotor, informações divulgadas pela imprensa revelam que dois dias antes do crime, o tenente da PM Carlos Scheifer comunicou aos seus superiores sobre a instauração de procedimento administrativo contra o cabo da PM Lucélio Gomes Jacinto (confira o documento abaixo).

Conforme o fac-símile do documento, dias depois o procedimento foi arquivado pelo então comandante do Bope, tenente-coronel José Nildo.

No entanto, em depoimento prestado à Justiça no dia 11 de abril, o ex-comandante do Bope José Nildo negou ter conhecimento de qualquer desavença entre o tenente morto e dos demais integrantes da equipe.

Essa situação a gente ouve pela imprensa. Eu creio que não tenha ocorrido. Se tivesse ocorrido tinha tomado as ações necessárias. Se tivesse algum problema nessa ocorrência, eu teria tomado providências e não dado continuidade a ocorrência”, disse José Nildo em depoimento

Para o Ministério Público, a existência de procedimento administrativo instaurado pela vítima em desfavor do acusado CB PM Lucélio Gomes Jacinto,  inclusive com aparente determinação de arquivamento pela testemunha TEN CEL PM José Nildo Silva de Oliveira, é absolutamente relevante à elucidação dos fatos.

 

Da Redação JA com Assessoria MP

17, abril, 2019|