Motoristas desligam aplicativo e fazem protesto por mais segurança

22/01/2019 – Mais de 100 motoristas de aplicativos de transporte que circulam por Cuiabá e Várzea Grande realizam uma manifestação na manhã desta terça-feira (22), pela segurança dos trabalhadores. Eles seguem um movimento nacional e cobram maior atenção do poder público e das empresas responsáveis.

De acordo com uma das motoristas que participa da paralisação, houve um pedido dos organizadores para que todos os profissionais desligassem seus aplicativos nesta manhã.

Saindo de Várzea Grande, eles seguiram pela Avenida João Ponce de Arruda em direção a Cuiabá e, por volta das 10h30, passavam pelo Centro da capital. O objetivo do grupo é chegar até a Arena Pantanal, onde os motoristas deverão se reunir para continuar a manifestação.

O representante da associação dos motoristas de aplicativo, Kleber Campos, que trabalha com as plataformas há um ano e três meses, explicou que o objetivo nacional é que as empresas tenham mais segurança e rigor na hora de autorizar novos motoristas.

De acordo com Kleber, apenas na região metropolitana de Cuiabá, foram registrados mais de 80 boletins de ocorrência envolvendo motoristas de aplicativos em 2018, simbolizando ao menos dois casos por semana. Em razão da falta de segurança, já houve paralisação em Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro e outras cidades pelo Brasil. No entanto, a maior parte das manifestações deve acontecer nesta terça-feira.

Além da pauta nacional, a paralisação em Cuiabá e Várzea Grande também tem o objetivo de retomar a discussão sobre a regulamentação do serviço de transporte pelas plataformas, que, em Cuiabá, quase chegou a ser votada na Câmara Municipal do ano passado. No entanto, o projeto foi retirado de pauta para correção e nunca mais voltou.

Ainda de acordo com o representante, dos cinco mil motoristas ativos nos mais de cinco aplicativos de transporte, 120 resolveram acompanhar a carreata. Outros profissionais, porém, decidiram contribuir com a manifestação apenas desligando os serviços, sem sair de casa. Com a manifestação, o grupo espera que as empresas atendam as demandas dos profissionais.

 

Por; Camila Zeni -OLIVRE; Foto; Reprodução

22, janeiro, 2019|