Mirassol e Rondonópolis alertam a população sobre abuso e exploração sexual infantojuvenil

Na Comarca de Rondonópolis, na região sul, 212 Km de Cuiabá, a Vara da Infância e Juventude realizou, no sábado (18 de maio), caminhada no centro da cidade para alertar a população sobre o abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. “Foi muito bom, e nossos parceiros públicos e privados foram importantíssimos e fundamentais nas ações”, assegura a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara da Infância e Juventude.

As atividades, conforme Maria das Graças, começaram na primeira semana de maio com a realização de palestras e panfletagens em escolas e outros ambientes públicos para alertar a população sobre a campanha. O Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) decidiu continuar a divulgação da campanha durante um mês para conscientizar motoristas e famílias.

Em Mirassol D’Oeste (300 Km da Capital), as atividades foram desenvolvidas em bairros da cidade. “Aqui, desde 2013, a união tem feito a diferença”, diz a juíza Edna Ederli Coutinho, da 2ª Vara Civil, para falar sobre o entrosamento de várias entidades, instituições e o poder público na divulgação da campanha contra o abuso e exploração sexual infantojuvenil.

De acordo com a magistrada, uma das organizadoras do evento, foram realizadas, neste ano, palestras, panfletagem, conversas, orientações e distribuição de cartilhas nas escolas de Mirassol e Curvelândia. “A ação é geral, mas nosso foco tem sido as crianças de até seis anos, das creches. Mas, os professores das unidades municipais e estaduais de ensino trabalharam o tema com os alunos”, informa Edna Coutinho.

O êxito do trabalho, segundo a juíza, é o resultado da parceria com a rede de proteção do município do município, Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Prefeitura Municipal e Secretaria de Educação, equipe técnica do Fórum, Conselho Tutelar, agentes da infância, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícias Militar e Civil, Câmara de Vereadores, Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representações religiosas, entre outras entidades.

A magistrada conta que começaram a se reunir há dois meses para traçar as metas da campanha. “Sozinhos não conseguimos fazer nada, justamente porque é um assunto que precisa de muita atenção de todos e tem ser tratado pela própria sociedade”, finaliza Edna Coutinho.

Por; Álvaro Marinho/Assessoria

Foto; Reprodução

20, maio, 2019|