‘MIB: Homens de Preto – Internacional’ não emociona

inevitável retomar uma franquia de sucesso e escapar do peso das comparações. Sem Will Smith Tommy Lee Jones, os emblemáticos agentes J. e K. de MIB: Homens de Preto (1997), MIB: Homens de Preto II (2002) e MIB: Homens de Preto 3 (2012), MIB: Homens de Preto — Internacional faz sua estreia com boas apostas: a parceria entre Chris Hemsworth Tessa Thompson, a escalação de Emma Thompson (que volta como agente O.) e de Liam Neeson e, por fim, os já conhecidos efeitos especiais. Mas não foi o suficiente.

Tessa Thompson e Chris Hemsworth são os agentes M. e H. em 'MIB: Homens de Preto — Internacional'
Tessa Thompson e Chris Hemsworth são os agentes M. e H. em ‘MIB: Homens de Preto — Internacional’

Foto: Divulgação

Na trama de F. Gary Gray (Velozes e Furiosos 8), os Homens de Preto continuam a proteger a Terra da “escória do Universo”, mas, desta vez, o grande inimigo está mais perto do que se imagina: um espião infiltrado na organização. Porém, antes de apresentar o arco principal da história, foi necessário introduzir as novas personagens: os agentes H. e M., interpretados por Chris Tessa, respectivamente.

A agente M. descobre a existência da vida extraterrestre ainda criança quando uma criatura invade sua casa. Nessa experiência sobrenatural, a memória dos pais é apagada, enquanto a pequena Molly (Tessa Thompson) escapa do ‘desneuralizador’ para, mais tarde, fazer de sua meta pessoal tornar-se uma agente MIB. Ao descobrir sozinha a localização da organização e provar a sua competência para a agente O.M. recebe sua primeira missão em Londres, onde encontra o agente H., o mais talentoso e indisciplinado da sede inglesa.

É aqui que a principal aposta falha. Chris Hemsworth Tessa Thompson já dividiram as telonas como Valquíria Thor nos filmes Thor: Ragnarok (2017) e Vingadores: Ultimato (2019) em uma parceria que já provou dar certo. Cheguei no cinema esperando pelo alívio cômico que Chris Hemsworth traz muito bem para as cenas, assim como a acidez e força de Tessa Thompson. Essa combinação casaria perfeitamente no filme, mas, infelizmente, não aconteceu.

Com trechos confusos, os arcos narrativos das personagens passam a impressão de que poderiam ter sido melhor explorados e explicados. O que é que acontece com o agente H. que o muda tanto a ponto de tantos personagens repararem? No que o grande T. (Liam Neeson) se transforma? Qual era o seu plano? O que nos leva para a segunda falha. Um ator com um currículo de peso em obras de ação como Liam Neeson poderia entregar um embate final mais grandioso. Fez falta.

Agora, o que funcionou mesmo foi o retorno de Emma Thompson. As suas participações pontuais fizeram sentido para a trama e mostraram com qualidade como uma mulher pode assumir um papel de poder em um filme que tem homem até no título.

‘Glu-glus’ e ‘ie-iés’ e algumas referências

Os breves pontos altos do filme são os que referenciam as obras anteriores. O pug falante na recepção da organização MIB em Nova York, os aliens baixinhos do metrô e, claro, o quadro do agente J., interpretado por Will Smith, são alguns dos exemplos bem explorados no filme, que poderiam se tornar uma bela homenagem, mas só nos fizeram sentir falta de uma trama melhor.

Sergio Mallandro faz participação especial no filme
Sergio Mallandro faz participação especial no filme

Foto: Divulgação

Outro destaque é para a participação especial de Sérgio Mallandro, também muito rápida. Uma maneira interessante para trazer a fantasia mais próximo da nossa realidade. Aliás, a maneira que a imaginação ganha forma e naturalidade no filme é algo que não decepciona. É uma fórmula já conhecida, é verdade, mas ainda é surpreendente como peças de xadrez podem se transformar em seres de outro planeta.

MIB: Homens de Preto — Internacional estreia nas salas de cinema do Brasil no dia 13 de junho.

 

Por; Larissa Godoy
Direto de São Paulo
12, junho, 2019|