CASA CIVIL: Mauro Carvalho é denunciado por lavagem de dinheiro desviado por Eder

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o atual secretário de Casa Civil, Mauro Carvalho, por lavagem de dinheiro envolvendo o operador financeiro Junior Mendonça. Montante citado no processo é de R$ 788 mil. O ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, também é denunciado.

Conforme os autos, Mauro Carvalho usou a empresa que é sócio, a Pequena Central Hidroelétrica São Tadeu, para receber os R$ 788 mil de origem ilícita, pagando posteriormente dívidas e juros no Bic Banco. O ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, é apontado como “devedor solidário”.

As informações foram confirmadas pelos atuais colaboradores premiados, o ex-superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol e o próprio empresário e operador financeiro Junior Mendonça.

Conforme os autos, Eder Moraes, para beneficiar o grupo Político do qual fazia parte, criou um sistema financeiro paralelo no estado de Mato Grosso.

A organização era composta pelos próprios integrantes do grupo político, por operadores financeiros que se valiam da estrutura de fomento mercantil (factorings) e em uma terceira vertente, por empresários dos mais variados ramos.

As contas das empresas Globo Fomento e Comercial Amazônia de Petróleo serviam para o grupo, conforme relatado pelo próprio colaborador Junior Mendonça, como uma conveniente conta-corrente.

Segundo publicou site OlharDireto, na relação de conta-corrente foi estabelecido um elaborado esquema para a concessão dos empréstimos, cujos valores eram, frequentemente, fracionados em diversas transações ou em cheques emitidos e outros títulos, a fim de dificultar rastreamento.

Ato primário, a captação de recursos por parte do denunciado Eder Moraes e que foram lavados em conjunto teve origem com recursos advindos das empresas Encomind Engenharia e Indústria Ltda, Lince Construtora e Incorporadora Ltda e Hidrapar Engenharia Civil Ltda.

“Neste sentido, no presente caso, é demonstrado que os denunciados Eder de Moraes Dias e Mauro Carvalho Júnior, com a ajuda do colaborador Gércio Marcelino Mendonça Júnior (Junior Mendonça), mediante a utilização de pessoas jurídicas interpostas (Globo Fomento Mercantil, Comercial Amazônia de Petróleo, São Tadeu Energética e Bicbanco) e negócios jurídicos simulados (supostos empréstimos contraídos), bem como mediante a utilização de títulos de créditos (cheques e notas promissórias), ocultaram e dissimularam a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores provenientes de infrações penais”, afirma o MPF.

A denúncia foi formulada em no dia 19 de junho. O valor atualizado da suposta lavagem alcança o montante de R$ 1,3 milhão.

Outro lado

A assessoria jurídica de Mauro carvalho informou que não vai se manifestar. Conforme o advogado Ulisses Rabaneda, ainda não houve notificação sobre o processo. Foto Reprodução

29, outubro, 2019|