Justiça solta Piran, ex-presidente da Câmara e outros quatro presos acusados de fraude de R$ 10 milhões

O empresário Valdir Piran e os outros cinco alvos acusados de participação em esquema de desvio de dinheiro público no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), com prejuízo estimado em R$ 10 milhões, foram soltos no início da noite desta quinta-feira (24) pela Justiça.

 

Além de Piran, também foram soltos : o ex-presidente da Câmara de Cuiabá e do Cepromat, Wilson Celso Teixeira (Dentinho); o também ex-mandatário do mesmo órgão, Djalma Soares; Francisvaldo Pereira de Assunção, ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica, e Weydson Soares Fonteles, este último detido em Brasília (DF).

Foram adotadas medidas cautelares diversas da prisão, mas nenhum dos alvos terá que utilizar tornozeleira eletrônica.

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou pedido da defesa de Piran, patrocinada pelos advogados Ricardo Spinelli e Marcelo Chaul, reconhecendo que os fatos não são contemporâneos e não existe risco à ordem pública ou aos andamentos do processo.

Após revogar a prisão do empresário, de ofício estendeu o benefício aos outros cinco acusados. O bloqueio dos bens está mantido. A defesa adiantou que já está trabalhando para que a constrição também seja revogada.

Operação Quadro Negro foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) na terça-feira. A força-tarefa foi coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e Delegacia Fazendária, com apoio do Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (CIRA), Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual de Brasília e Ministério Público Estadual (MPE).

Seis mandados de prisões preventivas e sete de buscas e apreensões, expedidos pela Sétima Vara Criminal, foram cumpridos contra alvos na capital mato-grossense, em Luziânia (GO) e Brasília. Bens móveis e imóveis foram apreendidos e tiveram bloqueios judiciais, entre eles carros de luxo.

Segundo o site Olhardireto, a investigação da Polícia Civil com base em auditoria da Controladoria Geral do Estado detectou que dois contratos firmados com a empresa Avançar Tecnologia Ltda não tiveram correta execução dos serviços. Foto; Reprodução

25, outubro, 2019|