Juizado do Torcedor atuará nos jogos da Liga das Nações de Vôlei em Cuiabá

No final de semana (21 a 23 de junho) será realizada em Cuiabá uma das etapas da Liga das Nações de Vôlei, com jogos das seleções masculinas brasileira, búlgara, alemã e russa. Todos os jogos serão realizados no Ginásio Aecim Tocantins, e contarão com o apoio do Juizado Especial do Torcedor (JET) na garantia da segurança do evento.

A unidade judiciária ficará estrategicamente localizada próxima à bilheteria e poderá ser acessada pela avenida Agrícola Paes de Barros, onde serão recebidas todos os tipos de reclamações ou dúvidas.

Nos dias de jogos, o Juizado tem competência cível, criminal e da infância e juventude, em um raio de cinco quilômetros do local do evento. Por isso, é responsável por resolver os mais variados tipos de conflitos como, por exemplo, cambismo, brigas, impossibilidade de acesso ao local comprado e criança perdida.  Também serão realizadas fiscalizações ostensivas para evitar a venda de bebidas alcoólicas para menores.

As questões são resolvidas no próprio espaço que conta com o apoio de uma juíza e quatro equipes de servidores que trabalham no JET, no Juizado Especial Criminal (Jecrim) e no Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá. Todos os grupos ficam circulando dentro e fora do ginásio com a finalidade de se aproximar dos cidadãos e facilitar o acesso do público aos serviços ofertados pela Justiça. Os trabalhos começam 2h antes do evento e só terminam quando a última pessoa deixar o espaço.

De acordo com a juíza, Patrícia Ceni dos Santos, titular do JET, a ideia é resolver os problemas da forma mais rápida possível. “Buscamos fazer a conciliação da situação imediatamente. Temos até um caso em 2017, quando tivemos o Grand Prix de Vôlei, uma cidadã que comprou o ingresso dela e da filha, mas não conseguia subir ao último nível devido ao grande número de pessoas que se posicionou na escadaria. Ela foi até o JET e reclamou, então chamamos o representante da empresa e, exatamente na hora, já foi feito um acordo. Ela preferiu receber o valor de volta.”

Ainda segundo a juíza um dos grandes problemas enfrentando é a venda ilegal de ingressos, o cambismo. Ela explica que esse crime sempre foi tratado com muito rigor e continuará sendo visto da mesma forma nesse evento. “Vender o ingresso por um valor maior do que você comprou é crime, assim como vender um ingresso que foi cortesia ou que é direcionado a pessoa com deficiência (PCD). A pessoa que for pega fazendo cambismo será enviada para o Juizado Especial e serão tomadas as medidas necessárias.”

O JET também trabalha preventivamente e também orienta os torcedores. Nesse sentido, para que o evento transcorra com o mínimo possível de intercorrências já foram realizadas reuniões com os parceiros envolvidos no evento para discutir assuntos como venda de bebidas alcóolicas, acesso das pessoas com deficiência, permanência de crianças desacompanhadas no evento e trânsito nos arredores do ginásio, por exemplo.

Por; Keila Maressa

Foto; Reprodução CBV

22, junho, 2019|