“Juiz preocupado apenas com leis e jurisprudência não tem formação completa”

O juiz do século XXI deve ter um conhecimento interdisciplinar. Ou seja: não se preocupar apenas com leis, jurisprudência e doutrina, mas também com outras disciplinas, como Filosofia, Sociologia e Antropologia. Além disso, o magistrado deve buscar conhecer a realidade, tanto de seu país quanto de outros. E entender de arte e tecnologia.

Essa é a opinião do desembargador André Gustavo Corrêa de Andrade, diretor-geral da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj). Em entrevista à ConJur, ele afirma que buscará incentivar juízes a fazer cursos de pós-graduação e sobre temas não estritamente jurídicos. Outro plano é estimular intercâmbios para outros países.

Para Andrade, o ensino jurídico nas faculdades está excessivamente pragmático. Os alunos já entram no curso com objetivos determinados, como prestar um concurso ou advogar em uma determinada área. Essa formação combinada com o excesso de processos fez com que os juízes passassem a adotar soluções padronizadas para os casos.

Embora reconheça as dificuldades do trabalho dos magistrados, o diretor da Emerj quer encorajar a categoria a pensar de forma crítica. E isso inclui ouvir mais a academia, os grandes pensadores do Direito.

 

Redação JA

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24, junho, 2019|