Judiciário passa a realizar audiências de mediação e conciliação por videoconferência

As audiências realizadas pela Central de conciliação e mediação do 2º Grau, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, agora podem ser feitas por meio de videoconferência, permitindo que pessoas ausentes da comarca possam buscar a solução para seus conflitos por meio de métodos consensuais, mesmo à distância.

O juiz-coordenador do núcleo que gerencia a autocomposição no âmbito do TJMT (Nupemec), Hildebrando da Costa Marques, explica que a utilização do recurso tecnológico irá facilitar a participação das partes.

“Como o Tribunal concentra processos oriundos de comarcas de todo o estado, muitas vezes a pessoa que está em uma comarca mais distante, ao receber a intimação para a audiência de conciliação ou de mediação, acaba não vindo em razão do custo, da distância e outros compromissos. Com o recurso da videoconferência, sua participação ficou muito facilitada. O sistema é muito simples, possibilita inclusive que a pessoa participe por um celular, por um tablet, notebook ou computador de casa”.

O sistema de videoconferência adquirido pelo TJMT se chama Lifesize e foi instalado na Central de 2º Grau com equipamentos específicos, dispostos estrategicamente para a interação entre as partes. Ao implementar a tecnologia, a expectativa do Nupemec é aumentar a participação e, consequentemente, aumentar os índices de acordo.

“Se aumentarmos o índice de participação nessas audiências, a possibilidade de mais acordos acontece. No Cejusc de 2º grau havia essa barreira da distância e que agora nós conseguimos romper. A pessoa se sente valorizada, se sente bem tratada e respeitada quando é colocado à disposição um recurso que facilita seu acesso à audiência”, acrescenta o magistrado.

O advogado Vinicius Melo Rodrigues, da Comarca de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), participou de uma audiência de conciliação por videoconferência realizada pela Central de 2º Grau. Ele estima que seus clientes evitaram um gasto de aproximadamente R$ 4 mil se houvesse a necessidade de deslocamento para Cuiabá.

“É uma economia muito grande para as partes, que muitas vezes não têm condição de bancar esse deslocamento, hospedagem, alimentação. É salutar esse tipo de mediação, que pode por fim a muitos conflitos se as partes estiverem propícias. As conciliadoras foram incisivas, muito profissionais, foi muito interessante”, observou o advogado.

Redação JA

Por; Mylena Petrucelli / TJMT

25, junho, 2019|