Judiciário Estadual dá salto no processamento de informações do Processo Eletrônico

“E quando eles disseram que era impossível, nós fomos lá e realizamos”, disse o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Luiz Octávio Saboia Ribeiro ao falar do novo salto que o Processo Judicial Eletrônico (PJe) alcançou. A tecnologia hoje é essencial para a entrega de resultados, a automação dos processos e com as ferramentas certas uma instituição consegue otimização, reduzindo custos e ampliação da produtividade. Pensado nisso, a equipe da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) trabalhou incansavelmente no aprimoramento do sistema do Processo Eletrônico.

 

Para o juiz-auxiliar a experiência e a proximidade com os técnicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outros tribunais empenhados em inovações proporcionou um diferencial ao Poder Judiciário mato-grossense. “Nós atuamos no PJe desde 2011 então esse não é um sistema novo para os técnicos do Tribunal de Justiça. Nós também acompanhamos muito de perto as mudanças nas versões do PJe, junto ao CNJ. Fomos o 2º tribunal a migrar para a versão 2.1.  Por isso estamos atualizados nos conhecimentos que hoje são diferenciais”, ponderou Luiz Octávio Saboia.

 

A evolução consiste em tornar um sistema scaling up (escalonamento vertical) em scaling out (Escalonamento horizontal). O Sistema do PJe enfrenta um grande desafio que é atender todos os processamentos de informações solicitadas pelos diversos clientes do judiciário (advogados, juízes, partes, membros do Ministério Público e Defensoria) sem que o sistema perdesse eficiência. 

 

No entanto, como explicou o assessor de segurança e informação da CTI, Danyllo Carvalho no sistema tradicional a cada novo escalonamento de demanda, ou seja, cada vez que milhares de novos usuários usavam o sistema – a solução encontrada era aperfeiçoar o data center. “Mas chegamos ao limite físico de nossas capacidades e realmente não havia mais como adicionarmos mais processamento ao nosso data center”, pontuou.

 

‘A grande chave’ virou no momento em que a equipe de TI conseguiu encontrar um meio de atender a escala de forma horizontal. “Ao invés de termos um grande elefante que suportava toda nossa demanda, trocamos por vários cavalos que conseguem em separado transportar essa carga”, comparou o Danyllo.

 

O que Carvalho quis dizer foi que o sistema que teria como única alternativa o ‘upgrade’ em um servidor já existente na rede, podendo ser a substituição, reposição ou a adição de novos recursos, como memória RAM, discos rígidos, ou processadores – passou a contar com a expansão por meio da conexão de outras máquinas de baixo desempenho para coletivamente fazer o trabalho de uma muito mais avançada. Com esses tipos de configurações distribuídas, é fácil lidar com uma carga de trabalho maior executando dados por diferentes trajetórias do sistema.

 

No formato horizontal, o Poder Judiciário ao invés de adquirir uma segunda máquina superpotente e muito onerosa, optou por adicionar novas máquinas de desempenho normal, visando aumentar a capacidade do sistema distribuído. “Dessa forma temos alternativa de escalonamento infinito, uma vez que a cada nova adição de usuários e demandas, podemos distribuí-los ao vários ‘nós’ que teremos em rede. Ao invés de uma máquina superpotente trabalhando com todas as demandas, temos agora uma redistribuição desse trabalho a outras distribuídas”, simplificou Danyllo para que a complexidade do sistema pudesse ser esclarecida.

 

 

Por; Ulisses Lalio/ TJMT

19, novembro, 2019|