Hamilton supera Bottas em briga particular da Mercedes na França e carimba pole

Estava escrito desde o começo do fim de semana que a pole-position do GP da França ficaria com um piloto da Mercedes – a equipe prateada fez dobradinha em cada um dos treinos livres e evidenciou a força. A única peça que faltava no quebra-cabeças era quem levaria a melhor na briga particular da escuderia, e a classificação deste sábado (22) tratou de elucidar: Lewis Hamilton superou Valtteri Bottas, cravando pole-position em Paul Ricard.
A Ferrari, também sem surpresas, ficou com as migalhas. A dupla ferrarista estava consideravelmente atrás da Mercedes, o que signiciou Charles Leclerc em terceiro lugar no grid. Sebastian Vettel teve um Q3 turbulento, afetado por problemas na troca de marchas. Isso significou um distante sétimo lugar no grid. Max Verstappen, desse jeito, apareceu em quarto.

A dupla da McLaren foi uma agradável surpresa: Lando Norris apareceu em quinto, com Carlos Sainz Jr. em sexto. A equipe britânica não só confirmou a boa forma dos treinos livres como também capitalizou em cima dos problemas alheios, incluindo o câmbio de Vettel e a atuação simplesmente fraca de Gasly.

Lewis Hamilton levou a pole em Paul Ricard (Foto: AFP)
Daniel Ricciardo apareceu em oitavo, sendo a única Renault a ir ao Q3. Pierre Gasly foi nono, muito atrás do companheiro Verstappen. Antonio Giovinazzi fechou o top-10 com atuação honrosa.

Saiba como foi o treino classificatório do GP da França de F1

Q1 – Bottas (e Pérez) em alta

O treino classificatório começou já com notícias ruins para George Russell. Com problemas mecânicos no TL3, o britânico precisou trocar componentes da unidade de potência, o que representou perda de 15 posições no grid de largada. O campeão da F2 faz companhia a Daniil Kvyat, punido pela mesma infração.

Na pista, a ação começou com os pilotos do pelotão intermediário. Alexander Albon tomou a liderança provisória do Q1, mas acabou superado pela McLaren de Carlos Sainz Jr., que seguia com ritmo bastante convincente.
Óbvio, isso tudo era momentâneo. Valtteri Bottas assumiu a liderança poucos minutos depois, alcançando 1min31s378, menos de 0s1 melhor do que Charles Leclerc. Hamilton, também por perto, ficou em terceiro. Vettel, com tempo um tanto pior, ainda segurou o quarto posto.
No extremo oposto da tabela de tempos, a briga contra a eliminação começava a ganhar uma cara. Além da dupla da Williams – que sequer tinha Russell na pista –, Magnussen, Stroll e Kvyat também formavam o grupo de cinco mais lentos. Pérez era o primeiro acima da linha de corte.
Quem estava um pouco perto demais da zona de eliminação era Verstappen, 15º. O holandês, para evitar qualquer desastre, veio para uma volta que garantiu o quinto melhor tempo. Enquanto isso, Stroll melhorou e colocou Pérez no grupo de eliminados, isso com cinco minutos de sessão restando. Quando Magnussen melhorou, Albon passou a ficar com a corda no pescoço também.
O cronômetro estava quase zerado quando Pérez conseguiu uma volta incrível para uma Racing Point capenga. O mexicano saiu da zona de eliminação para o sexto lugar, atrás da também empolgante dupla da Renault – quarto para Hülkenberg, quinto para Ricciardo. Isso deixava Grosjean na zona de corte, logo depois ganhando a companhia de Kvyat, eliminado justamente pelo companheiro de equipe Albon.

Q2 – Tempos caindo, Bottas subindo

A segunda sessão do treino classificatório começou com Bottas tomando a liderança logo no primeiro momento. O tempo de 1min30s024 parecia bom, mas logo Hamilton passou a dar as cartas: 1min29s520, nada menos do que 0s5 mais rápido. A Ferrari, por sua vez, seguia fazendo o que podia: terceiro e quarto, ainda com Leclerc na frente, e sem sequer cutucar os prateados.
Mas Bottas também tinha mais velocidade. O finlandês conseguiu 1min29s437 e retomou a liderança. Enquanto isso, a Red Bull dava sinais de vida e ficava com Verstappen em quarto, apenas 0s1 atrás de Leclerc.
Na zona de eliminação, a briga era interessante. Ricciardo e Norris, que vinham muito competitivos, adiaram suas voltas ao máximo. Com três minutos restando no cronômetro, os dois acompanhavam Giovinazzi, Räikkönen e Magnussen na zona de eliminação.
Era uma situação estressante, mas que não trouxe problemas. Norris melhorou e colocou Pérez na zona de corte. Ricciardo também fez sua parte, empurrando Albon. Gasly passava a ser o último acima da linha de corte.
Os últimos instantes do Q2 viraram uma zona. A Alfa Romeo chegou a ter dois pilotos no top-10, o que colocava Gasly em 11º, eliminado. Mas ainda havia tempo para mudanças: Räikkönen desabou para 12º conforme rivais melhoraram, ganhando companhia de Hülkenberg e Albon na zona de corte, além de Pérez e Magnussen – que não chegaram nem perto de avançar.
Desse jeito, os pilotos do Q3 estavam definidos. Além das duplas das três equipes de ponta, a McLaren colocou Sainz e Norris, acompanhados também de Giovinazzi e Ricciardo.
GRANDE PRÊMIO / VITOR FAZIO, DE BERLIM/ Terra- Esporte/ Foto: WANG ZHAO / AFP
22, junho, 2019|