Governo altera regras para Seguro Rural de 2020

As novas regras para o Programa do Seguro Rural foram anunciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As alterações no regulamento valerão a partir do primeiro dia de 2020.

“Entre as principais mudanças no programa de seguro está a elevação do percentual de subvenção aos prêmios de culturas importantes como as culturas de inverno, frutas, hortaliças, além das modalidades que também vão sofrer alterações no mercado pecuário, aquícola e de florestas. Então, temos a subvenção como destaque, no caso de culturas consideradas de agriculturas: o trigo e o milho de segunda safra. Eles terão 35 ou 40% de subvenção, dependendo do tipo de cobertura contratada. Isso já é um grande avanço para o setor.”

Após 18 meses do julgamento, o STF publicou nesta semana o acórdão com relação ao Código Florestal. O código estabelece normas para a proteção da mata, parâmetros para reservas entre outras questões. Qual a importância dessa decisão para o agro, Carla?

“É importante dizer que em fevereiro do ano passado o plenário do STF reconheceu a validade de diversos dispositivos do código, e para fundamentar a decisão, o STF considerou que ‘a capacidade dos indivíduos de desestabilizar o conjunto de recursos naturais que lhes fornece a própria existência tem gerado legítimas preocupações que se intensificaram no último século’. Isso quer dizer que, de fato, que todos aqueles setores, de uma forma geral, tem tomado medidas efetivas para garantir os recursos naturais e a preservação do meio ambiente.”

Agora falando sobre a economia mundial, a guerra comercial entre China e Estados Unidos segue sem solução. Depois de anunciar uma taxa de US$300 bilhões sobre os produtos chineses, Donald Trump resolveu adiar essa cobrança para dezembro. O que essa taxação pode agravar nesse cenário, Carla?

“Isso foi uma boa notícia, e acabou puxando as commodities de um modo geral para cima em um dia importante, aumentou o apetite ao risco por parte dos investidores. O Donald Trump informou que a taxação de 10% sob os US$ 300 bilhões em produtos chineses vai passar a vigorar em dezembro, contrariando ao anúncio anterior, em que havia estabelecido que entraria em vigor em setembro. Isso acabou sendo uma coisa positiva porque a China poderia responder com um sinal de boa vontade, retomando as conversas e negociações com os Estados Unidos, e quem sabe, fazendo novas compras no mercado agrícola norte-americano.”

A Secretaria de Comércio Exterior divulgou um dado em que apresenta a menor quantidade de maçã importada nos últimos seis anos. O que está causando essa queda, Carla?

“Em partes, essa baixa pode ter sido uma combinação de menores fornecimentos do Chile e da Argentina, que são alguns dos principais exportadores de maçã do Brasil, já que o setor nos dois países passou por bastante dificuldade. Além disso, os bons preços internamente também seguraram a fruta no mercado interno dos dois países, deixando menos espaços para que as maçãs fossem exportadas. Aqui no Brasil também tivemos bons preços dessa fruta e isso ampliou o mercado, ao contrário do que aconteceu com as importações, e o consumo de maçã brasileira no Brasil aumentou.”

 

Por; Raphael Costa/ Foto; Reprodução

14, agosto, 2019|