Gestores e juízes de Varas Criminais de Cuiabá e Várzea Grande conhecem Correição Integrada

A correição que só chega depois do problema ocorrido está com os dias contados no Poder Judiciário de Mato Grosso. De acordo com o corregedor-geral da Justiça, desembargador Luiz Ferreira da Silva, o Tribunal está implantando uma aferição de trabalho chamada de Correição Integrada, que visa uniformizar procedimentos e agir preventivamente, evitando que ações sejam tomadas após o relato de dificuldades. “Nosso foco principal é a população. Queremos que o fluxo dos processos tenha o maior dinamismo possível e detectar gargalos das várias unidades”, garante o corregedor.

A proposta de trabalho já foi apresentada aos Juizados especiais e as Varas Civis de Cuiabá e Várzea Grande e nesta semana foi vez de 64 gestores e magistrados das 21 Varas Criminais das duas maiores Comarcas do Estado receberem as informações sobre este novo modelo de correição. O encontro foi realizado na Escola dos Servidores e contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha.

O projeto da Corregedoria visa dinamizar as correições para a realização de um controle administrativo mais eficaz, sendo possível conferir o clima organizacional da Vara, o acompanhamento das metas, a adoção de boas práticas, a elaboração do plano de contribuição da vara e a auditoria de natureza pedagógica e não punitiva.

O juiz auxiliar da Corregedoria, Otávio Vinícius Affi Peixoto, disse que a primeira etapa do trabalho foi realizada com a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), que propicia o acompanhamento remoto dos resultados em todo Estado. “Apresentamos os números das unidades e queremos que com as boas práticas das unidades judiciais que alcançaram melhor desempenho sejam compartilhadas com as demais unidades, para que estas alcancem as metas que tanto desejamos que é a celeridade processual”, afirma. “Não se trata de uma disputa”, completa.

A apresentação da Correição Integrada foi realizada pelo profissional que implantou o conceito de gestão estratégica nacional no Poder Judiciário, Joel Solon Farias de Azevedo, e lembrou que a Corregedoria-Geral da Justiça tem a missão de ajudar. “O maior resultado de um evento como esse é a troca de conhecimento, compartilhamento de boas práticas. As pessoas não são boas em tudo individualmente, mas juntos somos bons em todo o processo”, disse durante a apresentação.

Entre os dados analisados, estão os estipulados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ): Julgar mais processos do que a quantidade distribuída;  julgar com mérito mais de 60% dos processos conhecimento julgados; taxa de congestionamento na fase de conhecimento abaixo da média nacional; taxa de congestionamento na fase de execução abaixo da média nacional e tempo médio de tramitação dos processos pendentes menor que a idade média do ano anterior para a competência.

As varas com melhor desempenho nesses eixos serão reconhecidas. Um dos destaques deste ano, com base nos números de 2018, ficou com a Primeira Vara especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá, onde atuam a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa e o juiz Jamilson Haddad Campos. Outra que recebeu reconhecimento foi a Quarta Vara Criminal de Várzea Grande, comandada pelo juiz Abel Balbino Guimarães e ainda a Quinta Vara Criminal de Várzea Grande, jurisdicionada pelo magistrado Luiz Augusto Gadelha.

Para a gestora da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, Thalita Taborda, que atua no Poder Judiciário desde 2010 o novo modelo de correição dá mais animo para desenvolver o trabalho, pois mostra em números o que a vara produziu. “Ainda vamos analisar os nossos dados, mas a principio já deu para perceber que dá para melhor em muitas coisas. Tem determinadas medidas que não são necessárias, e isso pode acelerar o andamento processual”, cita.

 

 

 

Por; Alcione dos Anjos/ TJMT

2, maio, 2019|