Desembargadoras do TJMT são homenageadas em exposição

 

O pioneirismo, a conquista de direitos civis e o papel de destaque ao desempenhar suas funções foram alguns dos motivos que levaram a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, e a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato a serem as homenageadas na exposição “Mulheres mato-grossenses, e que mulheres”, realizada pelo Instituto Memória da Assembleia Legislativa do Estado.

 

As telas com perfil histórico de cada uma integram a comemoração alusiva ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira (8 de março). Ao todo, são 46 telas que retratam a representação de diversas mulheres que marcaram época e fizeram a diferença em Mato Grosso. Para isso, foram elencadas três categorias: Mulheres Históricas, Mulheres Políticas e Mulheres Pioneiras.

 

Maria Helena Gargaglione Póvoas disse se sentir honrada com esta homenagem e ressaltou que a mulher deve discutir e lutar pelos seus direitos, com consciência do seu papel na busca da ampliação dos espaços já conquistados na sociedade. “Sinto-me feliz por ser agraciada juntamente com valorosas mulheres mato-grossenses que escreveram tantas histórias em nosso Estado. Temos muito que comemorar, porém, é um momento para reflexão, para continuarmos na luta pela garantia de direitos e de respeito, e, acima de tudo, a consciência do nosso papel na sociedade”. 

 

As magistradas do Tribunal de Justiça estão relacionadas como pioneiras, já que Maria Helena Gargaglione Póvoas, dentre os destaques ao longo de sua carreira, foi a primeira mulher a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT) e Shelma Lombardi a primeira desembargadora do Tribunal de Justiça e a primeira e única mulher a presidir a instituição.

 

“Quisemos homenagear mulheres, nascidas ou não aqui, que contribuíram para a história do nosso Estado. Aquelas que fizeram a diferença na conquista do seu espaço, no respeito no seio da sociedade. As mulheres que tiveram a coragem de manifestar suas ideias, opiniões, por terem espírito de liderança. Elas, cada uma no seu tempo, não tiveram medo, colocaram suas ideias e foram líderes. É por conta delas que ocupamos cargos e chegamos aonde chegamos”, disse a superintendente do Instituto Memória, Mara Visnadi.

 

Por; Dani Cunha/TJMT

8, março, 2019|