Cuiabá vive surto de epidemias do mosquito Aedes aegypti e registra cerca 3.629 casos no primeiro semestre deste ano

12/11/2018 – Segundo o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), entre janeiro e agosto deste ano, 8.005 casos de dengue foram confirmados no estado de Mato Grosso, na região centro-oeste do país. O estado também registrou, no mesmo período, cerca de 945 casos de zika e 13.828 de chikungunya.

O índice de proliferação do mosquito Aedes aegypti, Índice de Infestação Predial (IIP), em Cuiabá, na capital do estado, atingiu 8,5% no primeiro semestre. O número é maior do que o recomendado pelo Ministério da Saúde, que considera satisfatório o índice abaixo de 1%. Índices entre 1% e 3,9% indicam situação de alerta; índices acima de 4% indicam risco de surto.

O informe epidemiológico semestral, divulgado pela SES, registrou seis mortes causadas pelo mosquito Aedes. Além de constar um aumento de 255% nos casos de febre chikungunya, em comparação com o ano passado. Na capital foram registrados 1.365 casos de dengue, 230 de zika e 2.034 de chikungunya.

Com a proximidade do verão e de períodos chuvosos, chama-se a atenção para medidas eficazes de combate ao mosquito. O investimento em ações de combate à proliferação do Aedes aegypti está cada vez maior entre empresas privadas que buscam garantir maior qualidade de vida a seus profissionais e comunidades onde atuam.

A adoção de ações de combate a epidemias pela iniciativa privada traz benefícios claros. Especialmente nas cidades onde o surto das doenças chega a níveis alarmantes, as empresas podem investir numa ação preventiva importante para a proteção de seus colaboradores e comunidade. “Nosso estudo aponta que, a cada R$ 1 investido em soluções de combate à dengue, R$ 6 são economizados com a redução de custos diretos e indiretos”, destaca o diretor da Ecovec, Luís Felipe Ferreira Barroso. A empresa possui projetos de prevenção e combate a epidemias em mais de 50 cidades no Brasil, como Governador Valadares, Porto Alegre, Santos e Vitória.

Ganhos apurados

Um exemplo de participação do setor privado no combate a epidemias está no município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Em 2007, quando estava para iniciar a construção de sua fábrica na cidade, a Fibria se deparou com um desafio: o alto volume de ocorrências de dengue na cidade, sendo registrados mais de 3 mil casos em uma população com pouco mais de 90 mil habitantes.

Maior fabricante de celulose do mundo, a Fibria apostou na tecnologia de monitoramento da Ecovec para auxiliar no controle das ocorrências da dengue durante o período de obras. A cidade conseguiu sair de 3 mil ocorrências para apenas 13 em um ano. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a Fibria financiou 305 armadilhas para captura de mosquitos transmissores e doou ainda três motos para que os agentes de saúde pudessem fazer as rondas de recolhimento dos resultados. “Foi um trabalho extenso, em parceria com a população. Produzimos cartilhas para o público interno e para as escolas municipais, para sensibilizar as crianças e seus pais”, disse o Dr. Ricardo Trevizan Perez, responsável pela área de Saúde da Fibria.

Passados 11 anos, a Fibria e o município ainda mantêm a parceria, com ganhos para a saúde. A partir da parceria, o município realiza o monitoramento e consegue manter as ocorrências em níveis controlados, como explica a diretora de Vigilância em Saúde e Saneamento de Três Lagoas, Geórgia Medeiros de Castro Andrade. “Infelizmente não há indícios de que a erradicação total do mosquito seja possível em um futuro próximo, então, esse trabalho deve ser permanente. É muito importante que nosso município continue usando essa abordagem, complementando nossas ações do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD)”, disse.

Tecnologia de prevenção

Desenvolvido a partir de pesquisa do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, o MI Aedes é a tecnologia de combate implantada pela Ecovec e premiada internacionalmente. Consiste num conjunto de ferramentas que monitora a população adulta do Aedes aegypti e a presença do vírus circulante da dengue. O sistema apresenta informações de campo atualizadas em tempo real, formatadas em mapas de infestação e tabelas de incidência – tudo pela internet. Também faz análises de DNA/RNA nos insetos capturados, para saber se estão infectados e com qual sorotipo de dengue, antes do surgimento de uma epidemia.

O monitoramento da população adulta do Aedes aegypti e do vírus circulante da dengue, zika e chikungunya, aliado a um sistema de organização e análise de dados, permite o mapeamento apurado da situação de cada localidade, auxiliando autoridades de saúde a preparem planos de ação objetivos, de forma a intensificar os trabalhos de controle e bloqueio de transmissão em tempo hábil. “Prevenção é a palavra de ordem quando o assunto é saúde e, no caso de epidemias, não é diferente. Os dados fornecidos pelo MI Aedes permitem o direcionamento das ações de combate, tornando-as mais eficazes e menos onerosas”, destaca Luís Felipe.

Na prática, são instaladas Mosquitraps®, armadilhas desenvolvidas pela Ecovec contendo cada uma delas um atraente sintético para a fêmea do mosquito. Semanalmente, agentes de zoonoses vão a campo recolher os dados que as armadilhas capturaram. A solução é uma alternativa mais barata e eficiente em relação ao controle de larvas feito atualmente com base na busca de possíveis criadouros do inseto – um método trabalhoso e demorado. Os resultados obtidos através do MI Aedes podem ser vistos em poucos dias, o que permite uma avaliação constante dos métodos aplicados.

Sobre a Ecovec

A Ecovec é uma empresa de biotecnologia com atuação pioneira no mundo e envolvimento na aplicação de novas tecnologias voltadas a saúde e bem-estar. No mercado desde 2002, especializou-se na pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços de inteligência, e suas aplicações para o monitoramento de vetores e gestão em saúde. Sua equipe é formada por especialistas de diversas áreas integrados num ambiente que fomenta a cultura da inovação. A empresa já monitorou mais de 50 municípios, protegendo mais de 3 milhões de brasileiros por meio de ações preventivas. Foi criada a partir do programa Fundo Verde Amarelo, da FINEP, que fomenta a cooperação universidade-empresa e, com a ajuda da FAPEMIG, FINEP, CNPq e SEBRAE, a Ecovec tem no seu capital social a responsabilidade de devolver à população os resultados do seu trabalho. Conheça mais detalhes sobre as soluções da empresa aqui: ecovec.com.

Por; Rodrigues Caldas/  Foto; Reprodução

12, novembro, 2018|