CRIPTOMOEDAS COMO ALIADA AOS MEIOS DE PAGAMENTO E SUA EVOLUÇÃO

Poucas pessoas sabem, mas, a criptomoeda, como o próprio nome já diz, é uma moeda no formato de código criptografado, que possibilita a realização pagamentos online sem o intermédio de uma instituição financeira, sua criação foi com o intuito prático: “peer-to-peer electronic cash system”, a fácil comercialização e transferência entre pessoas.

O potencial desta moeda, que existe há cerca de 20 anos e vem evoluindo abruptamente, é de revolucionar as finanças, trocas de informações e revolucionar negócios em geral. Assim como grandes empresas como: a Whirpool, empresa brasileira do ramo de eletrodomésticos, que criou a criptomoeda XRP, e o Facebook que lançou mais recentemente a libra, as empresas e startups podem se beneficiar da facilidade trazida pela moeda digital.

A grande problemática das moedas digitais é a segurança, que pode afastar adeptos, porém a tecnologia tem evoluído para que, como o blockchain, as transações de criptomoedas tornem-se totalmente rastreáveis e assim, passem a oferecer segurança em transacionar aos interessados.

Neste sentido, vislumbra-se uma série de possibilidades atreladas às moedas digitais, não apenas em sua comercialização direta, mas sim tecnologias que façam, por exemplo, o intermédio ou controle das transações; saldo; comércio de produtos que aceitam tal tipo de moeda como forma de pagamento, principalmente dentro de redes sociais, o tende a ter exponencial crescimento, como nota-se ser o intuito do Facebook e demais empresas que se juntaram na criação da libra, por exemplo.

A facilidade de as pessoas poderem negociar diretamente, inclusive realizarem transferências internacionais dinamicamente, abre um leque de possibilidades em inovação e tecnologia para desenvolvimentos de produtos que façam o link de pessoas, produtos e serviços a serem realizados em ambiente completamente virtual.

Destaca-se por fim o desenvolvimento de projetos, em bancos internacionais localizados em países como Suécia, Suíça e China, que estão analisando a emissão de criptomoedas e a utilização de tecnologia para blockchain, visando substituir a moeda fiduciária, ou seja, futuramente possibilitar a troca da moeda tradicional, o que tornaria a transação monetária completamente rastreável, eventualmente contendo a lavagem de dinheiro.

 

*Águeda T. Ruiz Yoshii é advogada do BNZ Innovation, atuante na área de startups e venture capital. Pós-graduada em Direito Societário pela FGV-Law, com experiencia em Big4 e escritórios boutique especializados em societário e tributário.

11, setembro, 2019|