CAIXA DOIS: STF homologou acordo de delação,Taques admite reuniões com o empresário Malouf

21/08/2018 – Acusado de ter recebido dinheiro de caixa dois, em sua campanha no ano de 2014, o governador Pedro Taques (PSDB) minimizou a notícia do acordo de delação premiada do empresário e um dos coordenadores de sua campanha Alan Malouf, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de abril.

De acordo com o chefe do executivo, Malouf não apresentou nada de novo desde seu depoimento à 7ª Vara Criminal. Ele também afirmou que caso o STF homologou de fato o acordo de delação irá se defender.

“Temos que ver se foi homologado mesmo e se foi, não temos nenhuma novidade. Desde 2016 ele fala isso e nós vamos ter a oportunidade de nos defender”, disse o governador durante vistoria de obras no distrito da Água Fria, na manhã desta terça-feira (21).

Questionado se o vazamento da informação da colaboração, que está em sigilo, não seria uma estratégia política, o tucano disse ainda não ter avaliado a questão. “Não sei, não fiz esta avaliação, meus advogados estão vendo”.

O jornal Folha de São Paulo publicou em sua edição eletrônica nesta terça que o ministro Marco Aurélio Melo deu aval ao acordo de delação do empresário Alan Malouf no dia 19 de abril deste ano.

Condenado a onze anos de prisão sob a acusação de integrar uma quadrilha que desviava dinheiro de obras da secretaria de Educação do Estado, Malouf chegou a dizer em seus depoimentos ter viabilizado R$ 10 milhões em caixa dois para a campanha de Pedro Taques.

Conforme a publicação, além de manter a acusação contra Taques, o empresário também apontou o envolvimento do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e do ex-secretário da Casa Civil, Julio Modesto, mais um membro de seu staff envolvido em denúncias.

“O Julio Modesto é uma pessoa séria e decente. Julio Modesto foi um grande secretário. Na campanha, ele fazia o administrativo da campanha, a organização administrativa, esta era a função dele. Absolutamente nada que possa ter prejuízo à sua idoneidade”, disse.

O dinheiro desviados das construtoras, segundo o empresário, serveriam para pagar as dividas de campanha de Pedro Taques.

21, agosto, 2018|